VIOLÊNCIA

Polícia conclui inquérito da morte de mulher que ficou uma semana desaparecida

Vítima foi estuprada e assassinada com golpes de pedra; suspeito de 21 anos foi preso

Por Iêva Tatiana


Publicado em 30 de abril de 2024 | 16:12
 
 
Dois meses após o crime, PCMG apresentou detalhes sobre o caso nesta terça (30)

A Polícia Civil (PCMG) concluiu o inquérito do assassinato de Kelly Cristina da Silva, de 42 anos, moradora da região do PTB. A mulher desapareceu em 21 de fevereiro deste ano, e o corpo foi encontrado já em estado de decomposição uma semana depois, em uma área de mata, próximo à linha férrea, no bairro Santa Cruz.

Dois meses após o crime, a PCMG apresentou detalhes sobre o caso. Segundo o titular da Delegacia de Homicídios de Betim, delegado Otávio Luiz de Carvalho, as investigações levaram à prisão de um homem de 21 anos em 6 de março. Ele aparece nas imagens captadas por câmeras de segurança da região acompanhando a vítima na madrugada em que ela foi vista pela última vez. O jovem usava tornozeleira eletrônica.

“Conseguimos identificar e prender o suspeito. A princípio, ele negou a prática do crime, mas depois, diante de todas as evidências, acabou confessando”, afirma Carvalho.

De acordo com o delegado, horas antes de matar a vítima, o rapaz chama Kelly para usar drogas, e ela vai. Depois, ele tenta praticar ato sexual, mas ela recusa. “Ele, então, a estupra mediante violência de grave ameaça e, depois, ele a mata usando uma pedra, golpeando-a na face e na cabeça”, conclui o delegado.

O homem foi indiciado pelos crimes de estupro e homicídio qualificado. 

Relembre o caso

No dia 26 de fevereiro, o O Tempo Betim noticiou o desaparecimento da mulher, que morava no bairro PTB, após receber diversos pedidos de ajuda na divulgação do caso. 

Kelly tinha sido vista pela última vez na terça-feira (20) anterior, saindo de uma padaria por volta das 21h30.

Segundo o marido, o técnico em mecânica Marcelo da Silva, ela ficou por cerca de quatro horas na padaria, que fica próximo à residência do casal. Depois que o estabelecimento fechou, já na madrugada do dia 21, ela seguiu a pé, parou em frente à casa de uma amiga e chamou por ela, mas a mulher não estava. 

Esse trajeto foi descoberto por familiares depois que eles tiveram acesso ao circuito de segurança de um imóvel da região.