DADOS

LIRAa aponta baixo risco de epidemia de dengue no município

Levantamento feito em maio mostra que a cada mil imóveis pesquisados, oito têm focos do Aedes

Por O TEMPO


Publicado em 25 de junho de 2024 | 21:25
 
 
Levantamento revelou que 95,5% dos focos encontrados estão nas áreas internas ou quintais dos imóveis

O Levantamento Rápido de Índices para o Aedes aegypti (LIRAa) realizado no mês passado no município apontou baixo risco de epidemia de arboviroses em Betim, que tem, atualmente, um Índice de Infestação Predial (IIP) de 0,8%. Ou seja: a cada mil imóveis pesquisados, oito têm focos do mosquito transmissor da dengue, da zika e da chikungunya.

Realizado de duas a três vezes por ano, o LIRAa é um método de monitoramento simplificado que permite a obtenção de forma rápida dos índices de infestação e de distribuição do Aedes aegypti no território, bem como os tipos de criadouros predominantes. O resultado do último levantamento revelou que 95,5% dos focos encontrados estão nas áreas internas ou quintais dos imóveis, e 4,5%, em terrenos baldios e lotes vagos. 

Entre os dias 16 e 31 de maio, foram visitados 8.553 imóveis em todos os bairros da cidade, divididos em 20 estratos. As amostras de larvas de mosquitos coletadas durante as vistorias foram encaminhadas para análise no laboratório do Centro de Controle de Zoonoses e Endemias (CCZE).

Dos 20 estratos pesquisados, oito apresentaram IIP igual ou maior que 1%, indicando um sinal de alerta para alguns bairros: 

- Citrolândia (1,8%)  - bairros Citrolândia, Navegantes, Santa Isabel, São Marcos e São Salvador
- Teresópolis II (1,5%) - bairros Novo Amazonas, Renascer e Riacho III
- Imbiruçu II (1%) - bairros Industrial São Luiz e São Caetano
- Imbiruçu III (1,3%) - bairros Parque das Acácias e Recreio dos Caiçaras 
- Alterosas III (1,3%)  - bairros Jardim das Alterosas 2ª Seção 
- Alterosas IV (1%)  - bairros Espírito Santo e Nossa Senhora de Fátima 
- Centro III ( 1,1%)  - bairros Jardim Petrópolis e São João
- Norte II (1,3%)  - bairros Ingá Baixo e Nossa Senhora das Graças

Os principais tipos de criadouros encontrados foram depósitos de água elevados (caixas d’água) e ao nível do solo (tambores e barris); depósitos móveis (vasos e pratos de plantas, materiais de construção); inservíveis (lixo seco) e depósitos fixos (calhas, toldos e piscinas). 

Conduta

A partir dos resultados do LIRAa, os agentes de combate a endemias (ACEs) intensificarão as ações de vistoria nas áreas em que foram identificados focos do mosquito. Os trabalhos incluem orientação dos moradores para a eliminação dos reservatórios, distribuição de capas para os reservatórios de água e tratamento com inseticida de baixa toxicidade quando indicado. Serão realizadas também ações de educação com a população para o descarte adequado de resíduos, mutirões de limpeza e vistorias em estabelecimentos de reciclagem. 

“A intensificação do trabalho de controle da infestação que a prefeitura vem realizando desde janeiro está dando resultados, mas o baixo índice de infestação registrado em maio não significa que devemos relaxar nas ações de combate ao mosquito. O trabalho de vistoria dos agentes de endemias é contínuo e realizado ao longo de todo o ano. A população deve se manter atenta, realizando a limpeza periódica de suas casas, eliminando ou tampando objetos que possam acumular água”, ressalta a diretora de vigilância em saúde, Fábia Ariane e Fonseca.