MEIO AMBIENTE

Comissão da ALMG volta a fiscalizar a Lagoa da Petrobras

Visita à Regap, em Betim, vai acontecer nesta terça (6 de agosto), às 13h; lançamento contínuo de esgoto industrial na lagoa será verificado

Por O TEMPO


Publicado em 05 de agosto de 2024 | 13:12
 
 
Em 27 de maio, a comissão constatou em uma das visitas o contínuo lançamento de esgoto industrial sem tratamento no Córrego Pintado, bem como o estado de degradação da lagoa

A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) visita mais uma vez, nesta terça-feira (6 de agosto), às 13h, a Refinaria Gabriel Passos (Regap), em Betim, para fiscalizar o funcionamento da estação de tratamento de efluentes da planta industrial.

A unidade da Petrobras fica na avenida Refinaria Gabriel Passos, nº 690, no bairro Distrito Industrial Paulo Camilo, e a visita ao local foi solicitada pela deputada Ione Pinheiro (União Brasil), em requerimento assinado também pelo deputado Tito Torres (PSD), que preside a comissão. 

A secretária de Estado de Meio Ambiente, Marília Carvalho de Melo, confirmou presença à visita, além de promotores de justiça e de dirigentes de órgãos ambientais. 

A poluição da Lagoa de Ibirité, mais conhecida como Lagoa da Petrobras, já motivou a realização de audiências públicas e de outras visitas da comissão, por iniciativa da deputada.

Em 27 de maio, por exemplo, foi constatado em uma das visitas o contínuo lançamento de esgoto industrial sem tratamento no Córrego Pintado, bem como o estado de degradação da lagoa. 
A nova ida ao local é para verificar a qualidade final dos efluentes despejados no córrego, que deságua na lagoa. Ione Pinheiro cobra um posicionamento da Petrobras e dos órgãos ambientais do Estado sobre a situação. 

A Lagoa da Petrobras foi formada em 1968, para garantir o abastecimento de água para a Regap. Conforme constatou a Comissão de Meio Ambiente, o tratamento de efluentes industriais não é suficiente para garantir a despoluição das águas do Córrego Pintado. Com isso, a lagoa está completamente assoreada e poluída. 

A deputada destacou que a população da região sofre com a degradação ambiental. As áreas assoreadas ao redor da lagoa são utilizadas como pasto para vacas e galinhas. Além disso, os moradores do entorno consomem peixes pescados na lagoa, provavelmente contaminados com metais pesados. 

Na última visita ao local, a parlamentar afirmou que "os órgãos ambientais também estão deixando muito a desejar na fiscalização desse processo, principalmente a Secretaria de Estado de Meio Ambiente".