
O campus do Instituto Federal de Minas Gerais (IFMG) em Betim tem se tornado referência para troca de experiências culturais e acadêmicas entre Brasil e França. Desde 2017, graças à iniciativa do diretor de ensino da instituição e professor Gabriel Mendes, estudantes franceses têm feito estágios obrigatórios por aqui.
Tudo começou quando Gabriel Mendes cursou engenharia mecânica e de materiais na École des Mines d’Albi, na França, de 2013 a 2014. Ele conta que na França é exigido dos alunos universitários cumprir estágio em instituições ou empresas. “Quando eu voltei para o Brasil, pensei que abrir espaço para receber o público do exterior seria uma boa oportunidade de oferecer novas experiências para nossos alunos e também para os de fora. Então, entrei em contato com universidades francesas, e, em 2017, já recebemos os primeiros alunos”, comenta.
Para ele, a presença dos intercambistas, que se hospedam na cidade por cerca de três meses, proporciona aos alunos brasileiros condições de ampliar seus horizontes culturais e compartilhar aprendizados técnicos.
Desde que iniciou a recepção de intercambistas, Gabriel já acolheu 30 alunos franceses, sendo 20 deles no campus de Betim, no bairro São Caetano – os outros dez foram recebidos na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). A primeira turma no IFMG chegou em 2019. Em 2020, o intercâmbio não aconteceu devido à pandemia da Covid-19.
Os alunos franceses realizam projetos acadêmicos e participam de atividades com a comunidade local. Todos os custos são bancados pelo próprio estudante.
Neste ano, cinco franceses já estão confirmados para a temporada de intercâmbio no IFMG Betim. Três deles já estão na cidade: Alexis Coquillet, Jean-Baptiste Roubaud e Achilles Camus, que estudam engenharia mecânica e de materiais. Essa será a primeira vez dos jovens na América do Sul. Eles retornam pra casa em março.
Alexis, de 24 anos, destaca a experiência no campus betinense. “Aqui estamos quase todo o tempo trabalhando na parte prática. Gabriel nos dá introduções de teorias, mas prioriza uma maior parte do tempo nos laboratórios, o que ajuda muito na aprendizagem e no desenvolvimento dos nossos projetos”, conta o estudante que tem conhecido mais da cultura brasileira.
Para Gabriel Mendes, além de enriquecer a vivência dos intercambistas, o programa é uma forma de abrir portas para os estudantes brasileiros que desejam buscar experiências no exterior. “Eles ficam três meses sempre no começo do ano, entre janeiro e junho, normalmente. Todos ficam em Betim e fazendo os trabalhos dentro do IFMG, em contato com nossos alunos e servidores em nossocampus”, afirma o diretor.