AGRESSÃO

Estudante de 14 anos cospe no rosto de professora dentro de escola no bairro Granja Verde

Caso aconteceu durante o horário de aula na Escola Municipal Osório Aleixo da Silva, no bairro Granja Verde; adolescente disse que “cuspiu porque quis”

Por Vitor Hugo da Rocha


Publicado em 11 de novembro de 2025 | 18:02
 
 
Agentes do Grupamento de Apoio e Prevenção Escolar da Guarda Municipal foram acionados para registrar a ocorrência

Agentes do Grupamento de Apoio e Prevenção Escolar da Guarda Municipal foram acionados na Escola Municipal Osório Aleixo da Silva, localizada na rua A, no bairro Granja Verde, em Betim, para atender a uma ocorrência de agressão contra uma professora, registrada na manhã desta terça-feira (11/11).

Segundo o registro, um adolescente de 14 anos, aluno do 8º ano, cuspiu no rosto da professora Monique Pacheco durante o horário de aula, por volta das 10h30.

A professora contou que explicava o conteúdo em sala quando recolheu o celular de um aluno que usava o aparelho sem autorização. Após aplicar uma atividade, ela foi até a supervisão para entregar o telefone e, ao retornar, passou por um grupo de estudantes que havia saído da sala sem permissão. Eles estavam no corredor, perto de um bebedouro. “Quando passei, ele cuspiu na minha cara. Fiquei sem reação. Não houve motivo para isso”, relatou Monique, que leciona História na unidade.

Ainda conforme a educadora, o aluno disse que cuspiu porque quis e que “faria de novo”, além de afirmar que não gostava dela, repetindo a frase diante da diretora, de professores e de colegas.

A vice-diretora da escola entrou em contato com os responsáveis pelo aluno, e o caso foi registrado em ata escolar. Em seguida, a professora solicitou o registro oficial da ocorrência, e todas as partes foram encaminhadas à Delegacia de Polícia Civil. 

A equipe de reportagem do O Tempo Betim tentou ouvir o pai do adolescente, mas ele preferiu não se manifestar.

O jornalismo do O Tempo Betim também solicitou uma nota à Secretaria Municipal de Educação, que ainda não respondeu até o fechamento desta matéria. 

Controle emocional

Segundo a neuropsicóloga Adriani da Silva Martins, o comportamento agressivo geralmente se intensifica na adolescência, especialmente entre os 12 e os 16 anos. "Essa fase é crítica devido às mudanças hormonais e ao desenvolvimento do córtex pré-frontal, que está relacionado ao controle de impulsos e à regulação emocional. O aumento do comportamento de risco e da busca por identidade também contribui para essa manifestação", explica.

A profissional orienta pais e professores a "promoverem a educação emocional, ensinando crianças e adolescentes a reconhecerem e a regularem as emoções, de forma que consigam lidar com as frustrações advindas de uma negativa". "Programas de inteligência emocional e treinamento modular podem ajudar a desenvolver habilidades de empatia e resolução de conflitos. Isso inclui estabelecer regras claras sobre comportamento e consequências e o cumprimento dos combinados referente a causa e consequência", detalha.

Contudo, o mais importante, segundo ela, é trabalhar com intervenções precoces. "Detectar sinais de comportamento agressivo e intervir com estratégias apropriadas pode prevenir o agravamento", acrescenta ela: "O aconselhamento psicológico, a mediação de conflitos e o trabalho em conjunto com especialistas e com os pais tem mostrado eficácia no combate à violência no ambiente escolar", conclui.