CRIME EM SABARÁ

Suspeito de abusar sexualmente de menina de 11 anos é preso em Betim

Homem buscava criança na porta da escola e a levava para um 'bosque' no horário da aula

Por Iêva Tatiana


Publicado em 26 de novembro de 2025 | 19:07
 
 
Suspeito de cometer crime em Sabará, na região metropolitana, mora em Betim

Um homem de 51 anos, suspeito de abusar sexualmente de uma criança de 11, foi preso em Betim nesta quarta-feira (26/11). Segundo a Polícia Civil (PCMG), o crime teria ocorrido em Sabará, na região metropolitana de Belo Horizonte. O caso começou a ser investigado depois que professores da garota notaram que ela vinha se ausentando com frequência das aulas e convocaram uma reunião com o pai dela. O genitor se surpreendeu com a informação, já que ele próprio deixava a filha na escola e buscava no horário convencional diariamente.

Ao questionar a criança, o pai descobriu que ela vinha se encontrando com o suspeito durante o turno escolar. A filha descreveu o homem como um senhor negro, alto e careca, e revelou que ele a levava em um carro preto. A família, então, procurou uma delegacia e entregou o celular da garota, que passou por perícia técnica.

De acordo com a PCMG, foi verificado que a menina e o suspeito trocavam mensagens pelo WhatsApp combinando encontros em um "bosque". O homem ainda pedia que ela enviasse vídeos com conteúdo íntimo, o que chegou a ser feito, em algumas ocasiões. Nas conversas, os dois faziam referências aos atos libidinosos praticados, conforme informado pela polícia.

Ainda segundo a corporação, desde que o pai tomou ciência dos abusos, o suspeito começou a se afastar da vítima. A delegada responsável pelo caso, Joana Miraglia, informou que o investigado, sabendo do andamento das apurações, já estaria se preparando para sair do estado, inclusive com o apoio da mãe, que já teria solicitado um empréstimo bancário para ajudá-lo. A PCMG ainda investiga como o suspeito e a criança se conheceram para entender que de maneira os abusos tiveram início.

Vale ressaltar que, de acordo com a legislação brasileira, toda conjunção carnal ou prática de ato libidinoso com menor de 14 anos é considerada estupro de vulnerável, independentemente de consentimento da vítima, sua experiência sexual anterior ou existência de relacionamento amoroso com o suspeito.