Saúde pública

Município registra avanço de casos de leishmaniose em humanos e cães

Semana de Prevenção e Controle alerta para riscos e cuidados essenciais

Por O TEMPO


Publicado em 14 de agosto de 2025 | 20:12
 
 
Os cães são considerados os principais reservatórios, o que exige atenção com diagnóstico e acompanhamento veterinário

Durante a Semana de Prevenção e Controle da Leishmaniose, a prefeitura divulga dados que apontam para o avanço do número de casos da doença. Apenas de janeiro a julho de 2025, foram confirmados nove diagnósticos em humanos, superando os sete registros de todo o ano passado. No mesmo período, o Centro de Controle de Zoonoses e Endemias (CCZE) - órgão responsável em Betim pelo Programa de Controle das Leishmanioses, instituído pelo Ministério da Saúde - diagnosticou 512 cães, enquanto em 2024 foram 734. Os números não contemplam resultados de clínicas nem laboratórios particulares. 

Transmitida pela picada do mosquito-palha, também conhecido como flebotomíneo, asa-dura, tatuquiras ou birigui, a leishmaniose é uma doença crônica que pode atingir humanos e cães. O tratamento para pessoas é gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Em áreas urbanas, os cães são considerados os principais reservatórios, o que exige atenção com diagnóstico e acompanhamento veterinário.

Sintomas

Entre os sintomas em humanos estão febre irregular, anemia, perda de peso, palidez e aumento do abdômen. Nos cães, os sinais mais comuns incluem queda de pelos, feridas na pele, crescimento exagerado das unhas, emagrecimento e sangramentos.

Cuidados

As orientações de prevenção envolvem manter quintais limpos, evitar acúmulo de folhas e restos de alimentos, embalar e destinar corretamente o lixo, usar repelentes, mosquiteiros e telas, além de realizar dedetizações quando necessário. Para cães, recomenda-se o uso de coleiras com inseticida, canis protegidos com telas finas, evitar passeios em horários de maior atividade do mosquito e consultas periódicas ao veterinário.

O CCZE ressalta que as ações do centro são embasadas em manuais técnicos e legislações federais, estaduais e municipais. "A leishmaniose é uma doença relacionada a grupos de riscos, que envolvem pessoas em alta vulnerabilidade. Não se deve ter um olhar apenas clínico do cão (infelizmente, o tratamento preconizado tem cura apenas clínica, e não parasitológica, que inclui a miltefozina, de alto custo, sendo oneroso para a maioria das pessoas), mas sim de saúde única", pontua o centro. 

No caso de cães que testam positivo para a doença, a decisão pela eutanásia deve ser a última escolha e "tecnicamente embasada em casos específicos", conforme informado pelo CCZE.

Centro de Controle de Zoonoses e Endemias

O CCZE fica na rua Maurício de Souza Lima, 70, bairro Açude. Contatos: (31) 3594-2390, (31) 3594-5424 e WhatsApp (31) 98429-9279 (mensagem).