O Grande Panda chega com a missão de substituir os modelos Mobi e Argo, assumindo o posto de carro de entrada da Fiat
Foto: Leo Lara/Studio Cerri
O Grande Panda chega com a missão de substituir os modelos Mobi e Argo, assumindo o posto de carro de entrada da Fiat
Foto: Leo Lara/Studio Cerri
A Fiat já decidiu o futuro do seu carro-chefe no Brasil. Em entrevista ao site francês Auto Infos, o CEO global da marca, Olivier Francois, confirmou que o sucessor do hatch atual manterá o nome Fiat Argo, descartando o retorno do Uno.
O modelo será lançado no primeiro semestre de 2026, produzido no polo automotivo de Betim (MG), com a missão de encarar rivais como VW Polo e Chevrolet Onix.
O projeto bebe direto da fonte do Grande Panda, recém-lançado na Europa. Diferentemente do antecessor, o novo Argo utiliza a plataforma Smart Car. Essa base é uma evolução da arquitetura CMP, a mesma que sustenta os novos Citroën e o futuro Jeep Avenger.
A estratégia repete o que a Fiat fez no passado com o Palio. O visual terá linhas quadradas inspiradas no "Panda", mas com acabamento simplificado para o mercado brasileiro. O objetivo é manter o status de carro popular, mesmo com porte mais robusto.
Debaixo do capô, a Fiat não deve reinventar a roda. A marca deve manter o confiável 1.0 Firefly para as versões de entrada. Já as configurações topo de linha ganham o fôlego do motor T200, focando em performance e eficiência energética.
O novo Argo será apenas o abre-alas de uma renovação completa. A Fiat planeja um lançamento por ano até 2030. A meta é atualizar todo o portfólio nacional com tecnologias mais modernas e design global.
Além do novo Argo, a Fiat deve lançar um novo SUV de 7 lugares, além das novas gerações do Fastback, do Pulse e da picape Strada, com a introdução da tecnologia Bio Hybrid.