DESESPERO

Família busca informações sobre menina de 7 anos que desapareceu no Citrolândia, em Betim

Criança foi vista pela última vez com o pai nessa segunda-feira (26)

Por Sara Lira


Publicado em 27 de janeiro de 2026 | 09:47
 
 
Menina de 7 anos mora com a mãe na região do Citrolândia

A família da pequena Alice Emanuelly Oliveira Ferreira, de apenas 7 anos, está desesperada por notícias sobre a menina. Ela está desaparecida desde essa segunda-feira (26), após ser vista, pela última vez, com o pai no Citrolândia, em Betim.

Em prantos, a mãe da menina, Iracilda Ribeiro de Oliveira, contou que é separada do genitor da criança há cerca de um ano. Ontem, ele chegou na casa dizendo que queria conversar sobre o acerto do pagamento de pensões em atraso.

"Ele disse que ficaria com ela pra eu poder trabalhar e, quando eu voltasse, nós conversaríamos. Não a deixei com a babá, como de costume, pois confiei nele. Quando cheguei em casa, por volta das 18h, ele não estava lá mais e ela tinha sumido", afirmou.

Desde então, os dois números que Iracilda tem do homem só caem na caixa postal. Um outro contato, que seria da atual companheira dele, não atende.

Ela conta que mora há cerca de 20 anos no Citrolândia e que é conhecida no bairro. Segundo relatos de pessoas da região, o pai teria sido visto andando pelas ruas com a criança, pedindo dinheiro e até carona em uma van. 

Buscas

Desde ontem, quando chegou em casa, Iracilda conta que não parou de tentar procurar pela criança. Ela chegou a ir até a cidade de Mariana, onde a família paterna vive, mas não conseguiu informações. "Eles disseram que não sabem onde ele possa estar", informou.

Ainda segundo a mãe de Alice, uma informação que ela recebeu dá conta de que o pai e a menina estariam em Ibirité.

"Pelo amor de Deus, peço que me ajudem com notícias sobre o paradeiro da minha menina. Ele (o pai) roubou ela. Preciso da minha filha de volta", afirmou.

Quem tiver informações pode entrar em contato pelos telefones: (31) 99174-9057, (31) 97564-6430 ou (31) 97542-4294.

Em nota, a Polícia Civil informou que ainda não localizou registro sobre o caso e orientou que a família faça um Boletim de Ocorrência, sem necessidade de esperar qualquer prazo mínimo.

"A PCMG orienta que os responsáveis legais compareçam à delegacia de polícia mais próxima para o registro formal da ocorrência, levando documentos pessoais e todas as informações disponíveis que possam auxiliar nas diligências, como dados de identificação, local e circunstâncias do último contato. Ressalta-se que o registro de desaparecimento pode ser realizado imediatamente, não sendo necessário aguardar prazo mínimo, e é fundamental para que as providências cabíveis sejam adotadas pelos órgãos competentes", completou a instituição.

Segundo Iracilda, ainda na manhã desta terça ela faria um BO.

*Matéria atualizada às 10h55