SEM CONFUSÃO

Cemig explica diferenças entre termos populares utilizados de maneira equivocada

Pico e pique de energia, falta de luz e apagão estão entre os conceitos mais confundidos no dia a dia, segundo estatal

Por O TEMPO


Publicado em 03 de janeiro de 2026 | 09:00
 
 
Cemig tira dúvidas sobre termos empregados de maneira errada pelos usuários no dia a dia

Alguns termos relacionados à energia elétrica, embora comuns no nosso cotidiano, ainda geram dúvidas. Por exemplo: quando a luz apaga brevemente, ocorre um pique ou um pico de energia? E quando o breu é demorado, trata-se de falta de energia ou de um apagão? Para tirar essas e outras dúvidas corriqueiras, a Cemig selecionou alguns conceitos populares para serem desmistificados.

Confira abaixo:

Pique x pico de energia

Muitas vezes, os dois termos são empregados como sinônimos, mas, na verdade, têm significados opostos. O pico de energia acontece quando há um aumento muito rápido na tensão, geralmente causado por variações momentâneas do sistema, como descargas atmosféricas ou entrada rápida de cargas.

Já o pique é o contrário: uma queda rápida e brusca da tensão, normalmente provocada por contatos momentâneos de galhos com a rede, ventos fortes que balançam os cabos ou um curto-circuito instantâneo. Enquanto o pico dura alguns milissegundos, o pique pode durar até alguns segundos, sendo uma proteção automática da rede elétrica.

"É nesse momento que o religamento automático entra em ação, desarmando e rearmando a rede em sequência para eliminar o defeito e restabelecer o fornecimento com segurança. Em vez de causar longas interrupções, o sistema isola o problema, permite que o objeto estranho se afaste e restabelece a energia quase imediatamente, preservando a estrutura elétrica e garantindo a continuidade para os clientes", afirma a estatal.

Falta de energia x apagão

Não raramente, quedas no fornecimento de energia elétrica são chamadas de apagões. No entanto, a primeira expressão se refere a um defeito pontual, como queda de árvore, colisão de veículo com poste, manutenção programada ou falha em um trecho específico da rede. 

O apagão propriamente dito é um evento sistêmico, que afeta áreas muito amplas, podendo se estender por diversos municípios ou até estados, e envolve o Sistema Interligado Nacional (SIN). Portanto, a maioria das quedas de luz não podem ser chamadas de apagões, conforme explicado pela Cemig.

110 V x 220 V

Quem já viajou pelo país já percebeu que existe uma variação na corrente elétrica. Enquanto em algumas regiões o padrão é de 127 volts (popularmente chamados de 110 V), em outras, ele é de 220 volts. "O que muda é apenas a corrente elétrica necessária. No sistema 220 V, a corrente é menor para alimentar o mesmo equipamento; no sistema 127 V, ela é maior. Isso não altera o consumo: se o aparelho tem potência de 1.000 W, ele consumirá 1.000 W em qualquer uma das duas tensões", explica a companhia energética. 

Semáforos em flash não significa falta de energia

Outro engano comum, de acordo com a Cemig, é achar que um semáforo em flash (piscando a luz amarela) indica falta de energia elétrica na região. Na verdade, essa condição aponta falha nos equipamentos eletrônicos que controlam os sinais de trânsito e serve de alerta para os motoristas.

"Oscilações na rede elétrica também podem provocar o travamento do equipamento que executa a lógica de controle de sinalização dos semáforos. Em algumas regiões, essas oscilações podem afetar temporariamente o funcionamento de semáforos e outros equipamentos de tráfego, mesmo sem haver desligamento da rede elétrica", ressalta a estatal.

Nesses casos, segundo a Cemig, a verificação da sincronia dos dispositivos é de responsabilidade do órgão gestor do trânsito, que deve ser acionado pela população.