Agentes de combate a endemias percorrem endereços para vistoriar e eliminar focos do mosquito
Foto: Josilene Vieira/Arquivo O TEMPO Betim
Agentes de combate a endemias percorrem endereços para vistoriar e eliminar focos do mosquito
Foto: Josilene Vieira/Arquivo O TEMPO Betim
A combinação de calor e chuva, típica do verão e do início do ano, traz consigo uma preocupação: a proliferação do Aedes aegypti, transmissor de arboviroses como dengue, zika e chikungunya. Nesta sexta-feira (9/1), teve início no município uma série de ações previstas no calendário de combate do vetor das doenças. Equipes da Unidade de Vigilância de Zoonoses e Endemias começaram a realizar vistoria, eliminação de focos do mosquito e panfletagem no prédio do Centro Administrativo.
Ainda para este mês, estão previstos vistorias rotineiras com eliminação de focos e educação em saúde; intensificação das ações em bairros com quarteirões positivos no Levantamento de Índices Rápido de Aedes aegypti (LIRAa); monitoramento e vistorias em ovitrampas com altos índices; aplicação de inseticida em Pontos Estratégicos (PEs); intensificação da fiscalização em imóveis-problema; e ações específicas em imóveis positivos para o mosquito.
Outro mecanismo de prevenção é a vacina contra a dengue, que protege contra quatro sorotipos da doença e é aplicada em duas doses, com intervalo de três meses entre elas. Os imunizantes, destinados a crianças de 10 a 14 anos, estão disponíveis nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do município, de 8h às 17h. A estimativa da administração municipal é que o público-alvo totalize 28 mil pessoas na cidade.
O monitoramento do Aedes e das regiões com maior incidência de focos na cidade é feito pelo Centro de Controle de Zoonoses e Endemias (CCZE), que acompanha cerca de 200 mil imóveis e, de duas a quatro vezes por ano, realiza o LIRAa em todas as regionais. A cada levantamento, cerca de 8.000 imóveis são visitados em um período de cinco a dez dias.
A partir da análise, é calculado o Índice de Infestação Predial (IIP), que indica o número de imóveis positivos para o mosquito a cada mil pesquisados. O risco de epidemias de dengue, zika ou chikungunya varia de acordo com esse índice.
No último ano, os resultados do LIRAa mostraram que 99,8% dos focos do mosquito estavam dentro das casas, tanto em áreas internas quanto externas, como quintais e garagens. Os tipos de criadouros mais identificados (52,8%) foram vasos, frascos, pratos com água, materiais de construção e bebedouros. Já em 23,6% dos casos, as larvas estavam em em depósitos de água ao nível do solo, como tonéis, tambores, barris, depósitos de barro, cisternas e captação de água em poços ou cacimbas.
Além do trabalho feito pelos agentes de combates a endemias por terra, o município conta com um monitoramento aéreo feito com a utilização de um drone, que permite a visualização de áreas de difícil acesso.
O Executivo betinense reforça que o combate ao Aedes aegypti depende também da contribuição da população, que deve evitar criadouros do mosquito. Outra forma de contribuir é por meio de denúncias de possíveis focos pelo telefone (31) 3594-5424 ou pelo WhatsApp (31) 99928-2277.