
Quando a chuva chega forte, é preciso agir rápido. Para treinar e preparar estudantes da região do Citrolândia, na Colônia Santa Isabel, em Betim, alunos da Escola Municipal Frei Rogato, receberam um simulado especial nesta terça-feira (20/10).
No total, 241 alunos e 45 funcionários participaram da atividade, que contou com a participação de 37 agentes da Superintendência Municipal de Defesa Civil, Guarda Municipal, Transbetim, Polícia Militar e da regional Citrolândia. O local foi escolhido pois está na mancha de inundação do Rio Paraopeba.
"Esse simulado foi muito importante porque nós conseguimos avaliar a capacidade de resposta tanto dos professores, quanto dos alunos quando emitido um alerta de emergência. E é importante a gente destacar aqui: a Defesa Civil faz o monitoramento do Rio Paraopeba 24 horas. Esse alerta foi preventivo, mas nós vamos sempre fazer a evacuação preventiva dessas áreas quando necessário, quando houver elevação do rio", destacou a superintendente de Defesa Civil, Suellen Reis.
O treinamento começou às 9h50, com uma ligação da Defesa Civil para a escola informando sobre a elevação de 4 metros do Rio Paraopeba, orientando a iniciar o protocolo interno de evacuação. Os alunos foram, então, direcionados para a rua Geraldo Madureira, onde fica o ponto de encontro seguro.
"Em uma situação real, os órgãos de segurança têm um tempo de deslocamento. Então, a escola precisa tomar as primeiras providências", completou Suellen.
O vice-diretor da Frei Rogato, Daniel Mendes, aprovou o treinamento. Ele explicou que, antes, foram realizados dois treinamentos teóricos. "Estes treinamentos são de suma importância para a escola estar preparada se porventura acontecer uma enchente", pontuou.
Os alunos também compreenderam o que precisam fazer em uma situação de emergência. "Eu aprendi como as rotas de fuga funcionam e como é sempre importante ter alguém para orientar a gente nesses momentos de perigo para saber como sair dessas situações", disse Johann Weichert, de 14 anos.
"Foi muito importante para saremos o que fazer e como ajudar as pessoas em uma emergência", completou Esther Emanuelly.
Para Suellen, treinar os alunos é uma forma também de preparar a comunidade, uma vez que eles repassam o conhecimento para familiares e amigos. "As crianças moram aqui na região. Então, a partir do momento em que a gente treina as crianças e os professores, eles se tornam multiplicadores de informação", comentou.