TRANSTORNOS

Moradores de Flores e Florestas ficam 30 horas sem energia e cobram solução definitiva da Cemig

Famílias do bairro, na região de Vianópolis, relatam interrupções recorrentes e prejuízos; concessionária atribui problema às fortes chuvas

Por Marcio Antunes

Publicado em 26 de outubro de 2026 | 16:16

 
 
Funcionários da Cemig teriam informado aos moradores que um bambuzal próximo à rede elétrica seria a possível causa das interrupções Funcionários da Cemig teriam informado aos moradores que um bambuzal próximo à rede elétrica seria a possível causa das interrupções Foto: Nelson Batista

Moradores do bairro Flores e Florestas, na região de Vianópolis, em Betim, estão há cerca de 30 horas sem energia elétrica nesta segunda-feira (26). O problema começou na tarde de domingo (25), após as fortes chuvas que atingiram Minas Gerais. Segundo a Cemig, o temporal provocou danos à rede elétrica em diferentes regiões do Estado. Entretanto, moradores afirmam que as interrupções no bairro são recorrentes e cobram da concessionária medidas preventivas para evitar novos episódios.

Em entrevista ao O TEMPO Betim, a servidora pública Lucy Ellen, moradora do Flores e Florestas, relatou que a comunidade já enfrentou situações semelhantes, incluindo uma interrupção de quase 48 horas em setembro. Segundo ela, moradores têm registrado protocolos junto à Cemig, mas não recebem informações claras sobre a previsão de retorno do serviço. “Eles não dão pra gente uma previsão de quando vai retornar a energia, de quando o serviço vai ser executado, sempre sem muitas respostas”, afirmou. A moradora também relatou prejuízos com a perda de alimentos e outros produtos perecíveis, já que muitas famílias residem permanentemente nos sítios da região.

Moradores cobram manutenção preventiva

Lucy Ellen afirma que funcionários da Cemig já teriam informado aos moradores que um bambuzal próximo à rede elétrica seria apontado como possível causa das interrupções frequentes. Segundo ela, o problema se repete durante chuvas, ventanias e até mesmo em períodos de manutenção. “Então, a pergunta que fica é a seguinte: por que não tem uma ação preventiva nesse sentido? Já que se sabe a causa do problema que é o bambuzal”, questionou. “Aqui se venta muito, acaba energia; se chove muito, acaba energia. Quando tem manutenção, acaba energia e nunca volta rápido”, acrescentou.

Procurada pelo O TEMPO Betim, a Cemig informou que a tempestade de domingo foi o evento climático de maior impacto sobre seu sistema de distribuição em 74 anos, afetando aproximadamente 640 mil clientes em Minas Gerais. Até esta segunda-feira, cerca de 410 mil consumidores haviam tido o fornecimento restabelecido, enquanto aproximadamente 200 mil permaneciam sem energia no Estado.

A concessionária anunciou a mobilização de até 4.600 profissionais para os trabalhos de recuperação da rede, que devem continuar durante a noite e a madrugada. A empresa, porém, não informou uma previsão específica para o restabelecimento da energia no Flores e Florestas, nem esclareceu se a interrupção atual está relacionada ao problema registrado em setembro.