Artista recebeu o convite para ser a representante mineira na edição deste ano do concurso nacional
Foto: Arquivo pessoal
Artista recebeu o convite para ser a representante mineira na edição deste ano do concurso nacional
Foto: Arquivo pessoal
A drag queen Alícia Belatriz, que conquistou o título de Miss Betim Gay em 2019 e apresentou três edições da Parada do Orgulho LGBTQIAPN+ em Betim, vai representar Minas Gerais no Miss Brasil Diversidade 2026. O concurso será realizado em São Paulo, com etapa preliminar no dia 8 de novembro e grande final no dia 10. Com 11 anos de experiência em concursos de beleza, Alícia chega à disputa nacional com uma trajetória de persistência, representatividade e uma ligação afetiva com Betim.
Embora não more mais em Betim, Alícia mantém vínculos familiares com o município. Criada pela avó, que se mudou para o bairro Marimbá há cerca de dez anos e ainda vive lá, a artista também tem uma irmã que vive em Betim. “Minha história com a cidade é muito especial e marcada por afeto, família e representatividade”, contou ao O TEMPO Betim.
A oportunidade surgiu por meio de Edmilson Helmer, coordenador que já havia trabalhado com Alícia no concurso de Betim e recebeu o convite a indicar uma representante mineira para a edição de 2026. “Chegar até aqui é resultado de uma caminhada de persistência, dedicação e amor pelo que faço. Hoje, tenho a oportunidade de levar o nome de Minas Gerais para o Brasil e viver um sonho que, lá no começo, eu jamais imaginaria alcançar”, afirmou.
Para Alícia, a possibilidade de conquistar o Miss Brasil Diversidade vai além do reconhecimento artístico. A drag queen pretende utilizar a visibilidade do concurso para combater o preconceito e ampliar a representatividade LGBTQIAPN+, especialmente em cidades como Betim, onde construiu parte de sua trajetória.
“Quero fazer desse título uma ferramenta de transformação. Quero usar minha voz e minha visibilidade para defender a existência, o respeito, a inclusão e as oportunidades para todas as pessoas da nossa comunidade”, destacou.
A artista também espera que sua participação inspire outras pessoas LGBTQIAPN+ a ocupar espaços e buscar seus objetivos, apesar das dificuldades e da discriminação. “Para mim, ocupar esses espaços é mostrar que nós existimos, temos talento, temos sonhos e merecemos respeito. Se a minha história puder dar coragem a alguém para não desistir de si, já estarei cumprindo uma parte muito importante da minha missão”, completou.