'CAPITAL COATIVO II'

Operação da PC em Betim e em Ribeirão das Neves mira esquema de empréstimos com juros abusivos

Durante a ação, um homem foi preso e documentos, celulares e dinheiro foram apreendidos

Por O TEMPO

Publicado em 07 de novembro de 2026 | 15:48

 
 
Ação foi executada pela Polícia Civil Ação foi executada pela Polícia Civil Foto: Brandon Santos

Um homem de 37 anos foi preso preventivamente durante a operação Capital Coativo II, deflagrada pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) na sexta-feira (6/11), em Betim e Ribeirão das Neves. Ele e outros cinco suspeitos são investigados de conceder empréstimos com juros abusivos, além de ameaçar e perseguir devedores.

Durante a ação, a PCMG também apreendeu documentos, celulares e dinheiro e panfletos de oferta de crédito.

Segundo a instituição, a investigação apura o envolvimento de cinco homens e uma mulher no esquema. Além do investigado, outro suspeito, de 28 anos, havia sido detido em flagrante em julho, quando as apurações começaram. Ele também teve a prisão preventiva decretada pela Justiça.

O inquérito, conduzido pela 6ª Delegacia de Polícia Civil em Contagem, foi concluído com o indiciamento dos seis investigados por crime contra a economia popular (artigo 4º, alínea “a”, da Lei nº 1.521/51), perseguição (artigo 147-A do Código Penal), extorsão (artigo 158 do Código Penal) e organização criminosa (artigo 2º da Lei nº 12.850/13).

Esquema

O grupo investigado concentrava suas atividades no bairro Tupi, na região Norte de Belo Horizonte. Segundo as apurações, os integrantes emprestavam dinheiro a juros abusivos e recorriam a ameaças e perseguições para cobrar os valores. As vítimas preferenciais eram mulheres solteiras que mantinham ponto comercial fixo.

A investigação começou com a prisão em flagrante, em 15 de julho, do homem apontado como responsável pelas cobranças. Ele foi detido enquanto realizava cobranças e estava com panfletos de divulgação de empréstimos. A partir desse flagrante, os policiais identificaram os demais integrantes e reuniram elementos sobre a divisão de tarefas e a hierarquia do grupo, características de uma organização criminosa.

Os levantamentos também apontaram que o dinheiro obtido com a cobrança de juros abusivos era usado na aquisição, alienação e locação de veículos. O grupo ainda utilizava contas bancárias e chaves Pix em nome de terceiros sem vínculo com os investigados, prática que, segundo a apuração, caracterizava lavagem de dinheiro.