TRECHO ESCORREGADIO

Moradores pedem intervenções na avenida Teotônio Parreira Coelho

Frequência de acidentes na via preocupa quem mora perto; prefeitura deve instalar redutor eletrônico

Por Iêva Tatiana

Publicado em 14 de fevereiro de 2026 | 09:00

 
 
Registros de acidentes na avenida são feitos com frequência por quem mora na região Registros de acidentes na avenida são feitos com frequência por quem mora na região Foto: Arquivo pessoal

A ocorrência de mais um acidente de trânsito na avenida Teotônio Parreira Coelho, no bairro Jardim da Cidade, na segunda-feira (9/2), reacendeu a preocupação de moradores da região, que temem uma tragédia no local. Imagens do circuito de segurança de um prédio registraram o momento em que um veículo preto desce a via, no sentido bairro-Centro, e o condutor perde o controle da direção, derrapando na pista e parando na contramão.

Para quem vive no trecho próximo à rua Vicência Maria de Jesus, o episódio é frequente e alarmante. O empresário Edmardo Machado mora em um edifício na região e já testemunhou algumas ocorrências. “Tem um poste ao lado do prédio que já foi trocado duas ou três vezes devido a colisões. Uma delas ocorreu recentemente, inclusive”, conta. “Não vai demorar muito para acontecer um acidente fatal aqui”, emenda o empresário, sugerindo a instalação de ao menos dois quebra-molas no local.

O síndico do prédio em que Machado vive, Júlio César Silva, afirma que a situação se agrava durante o período chuvoso, quando a pista fica escorregadia. O problema ainda seria acentuado pelas folhas das árvores do canteiro central da avenida. “Quando elas molham, viram uma gelatina. Os motoristas descem em alta velocidade e derrapam”, frisa Silva, ressaltando que, no fim do ano passado, até uma viatura da Polícia Militar rodou na pista.

Posicionamento

A reportagem do O TEMPO Betim procurou o secretário municipal de Mobilidade Urbana, Daniel Costa. Segundo ele, um projeto de segurança viária para o trecho já está em fase de análise final. O mais provável é que a avenida receba um redutor eletrônico vertical, que exibe a velocidade do veículo. “É mais transparente como dispositivo de fiscalização e controle, é visível”, justifica Costa.

O secretário confirmou que os quebra-molas são inviáveis no local e poderiam representar um risco maior de acidentes, com capacidade de projetar os veículos que descem em alta velocidade. “Já pensamos também no fresamento da via, mas essa medida não é regulamentada nem há comprovação que ofereça segurança”, diz.

Daniel Costa explicou que a avenida Teotônio Parreira Coelho apresenta um defeito de engenharia: a descida em curva tem uma inclinação negativa para a esquerda, com uma força centrífuga, que puxa para fora. O secretário ainda reiterou que o óleo liberado pelas folhas das árvores contribui, de fato, para que a pista fique mais escorregadia em dias chuvosos. “Tudo isso somado ao excesso de velocidade tem provocado acidentes. Colocamos sinalização pedindo redução, mas a negligência dos motoristas gera problemas”.

Costa revelou que a supressão das árvores não está descartada, mas será adotada em último caso. “Sendo uma coisa que oferece risco, muito provavelmente teremos que fazer”, diz.