Denúncia indicava ainda que a menina não recebia acompanhamento médico, não frequentava a escola, estava com a vacinação atrasada e vivia em isolamento, inclusive sem contato com outros parentes
Foto: Divulgação
Denúncia indicava ainda que a menina não recebia acompanhamento médico, não frequentava a escola, estava com a vacinação atrasada e vivia em isolamento, inclusive sem contato com outros parentes
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Uma menina de 4 anos, diagnosticada com transtorno do espectro autista, foi resgatada em uma residência no bairro Vila das Flores, em Betim, no último sábado (21/2), com sinais de maus-tratos e desnutrição. A mãe, de 38 anos, e o padrasto, de 44, da criança foram presos por maus-tratos. Segundo a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), eles foram encaminhados ao sistema prisional. Caso está sendo investigado
De acordo com a ocorrência, o Conselho Tutelar recebeu a denúncia anônima de agressões físicas e verbais contra a criança e acionou a Guarda Municipal. A informação repassada indicava ainda que a menina não recebia acompanhamento médico, não frequentava a escola, estava com a vacinação atrasada e vivia em isolamento, inclusive sem contato com outros parentes. Também havia relato de que a mãe teria sido ameaçada de morte caso denunciasse as violações.
Ao chegarem ao endereço informado, os agentes declararam ter encontrado a mãe e o padrasto da criança, além de um conselheiro tutelar. Conforme descrito no boletim, o local estava bastante escuro e fechado, e a criança foi encontrada com diversas lesões.
A menina foi encaminhada, junto com os responsáveis e o conselheiro tutelar, à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Norte, onde recebeu atendimento. Exames constataram múltiplas lesões em diferentes estágios e quadro de desnutrição. Ainda segundo a ocorrência, foi informado que a criança fazia uso contínuo de fralda, chegando a ingerir fezes humanas e de cachorro dentro da residência. O registro aponta também que ela se feria diariamente com o uso constante de água sanitária e que os responsáveis não procuraram acompanhamento médico para tratar os ferimentos.
Durante o atendimento médico, o Conselho Tutelar informou que, diante da ausência de familiares aptos a assumir a guarda imediata, a criança ficaria sob responsabilidade da equipe do Hospital Regional, para onde ela foi transferida e permanece internada.