OCORRRÊNCIA

Mãe é presa após filho de 2 anos chegar morto a hospital particular em Betim

Relatório médico indica que menino tinha hematomas pelo corpo e sinais que podem indicar violência sexual

Por O TEMPO


Publicado em 09 de fevereiro de 2026 | 09:40
 
 
Caso foi registrado no fim da noite desse domingo (8)

A polícia prendeu uma mulher de 20 anos por maus-tratos após o filho dela, de 2 anos, dar entrada já morto em um hospital particular de Betim. O caso foi registrado no fim da noite desse domingo (8/2). A criança já havia sido levada ao mesmo hospital com lesões no fim de janeiro.

Conforme a coordenação hospitalar, que acionou a polícia, o menino foi levado pela mãe e pelo namorado dela por volta de 22h50. O prontuário médico indicou que a criança já estava em óbito e apresentava hematomas na cabeça, no rosto e nas costas, além de sinais que podem indicar violência sexual.

Segundo os profissionais, no dia 23 de janeiro, o menino também havia sido levado à unidade com lesões suspeitas, o que motivou o acionamento da polícia e do Conselho Tutelar.

Nesse domingo, a jovem relatou que o filho não apresentou comportamento estranho durante o dia. Disse que ela, o menino e o namorado foram a uma sorveteria durante a tarde e, depois, retornaram para a casa do homem. Por volta de 20h30, o menino teria jantado bastante, bebido refrigerante e assistiu televisão. Cerca de meia hora depois, ela afirmou que colocou o filho para dormir e foi tomar banho com o namorado.

Ao sair do banho, a mãe percebeu que o menino dormia muito próximo à parede, havia vomitado e estava com o corpo mole. Ela pediu ajuda para levá-lo ao hospital, mas a criança já chegou sem vida. Sobre as lesões, a mulher disse acreditar que o ferimento na cabeça pode ter sido provocado durante o trajeto até a unidade de saúde. Em relação ao corte na boca, afirmou não saber o que ocorreu. Quanto aos indícios de abuso sexual, alegou que o filho tinha dificuldade para evacuar, vivia com intestino constipado e fazia uso de supositório, informação confirmada pelo pai da criança.

Conforme os relatos colhidos pelos policiais, a criança também havia sido diagnosticada recentemente com problemas no fígado. Algumas lesões foram associadas a uma alergia anterior. A perícia foi acionada, mas avaliou que os vestígios no corpo eram inconclusivos e solicitou exames de necropsia para a elucidação do caso. A mulher foi presa por maus-tratos e encaminhada à delegacia.