ESQUEMA CRIMINOSO

Empresários são presos em Betim e Sabará por esquema de fraude fiscal e venda de bebidas impróprias

Carga sem documentação levou a galpão clandestino e à apreensão de produtos impróprios para consumo

Por Thiago Cândido


Publicado em 20 de março de 2026 | 21:41
 
 
Galpão industrial clandestino foi descoberto em Sabará, na região metropolitana

Uma abordagem de rotina da Polícia Rodoviária Federal (PRF) acabou desvendando um esquema de fraude fiscal e comercialização irregular de bebidas na região metropolitana. Dois empresários, de 36 e 48 anos, foram presos em flagrante após a descoberta de uma carga sem documentação que levou a um galpão clandestino e à apreensão de produtos impróprios para consumo.

A ação da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) ocorreu na quarta-feira (18/3), em Betim e Sabará, e foi divulgada pela corporação nesta sexta (20/3). Os suspeitos vão responder por sonegação fiscal, fraude tributária, falsidade ideológica, descaminho e crimes contra as relações de consumo.

Durante a operação, os policiais apreenderam grande quantidade de bebidas alcoólicas, além de celulares, um veículo e mercadorias de origem estrangeira sem comprovação legal de importação. Parte dos produtos apresentava indícios de irregularidade sanitária.

As investigações começaram um dia antes, quando a PRF interceptou um caminhão que transportava bebidas sem documentação fiscal. Segundo a polícia, a nota fiscal da carga só foi emitida após a abordagem, o que indica tentativa de simular a regularização da mercadoria.

Com o avanço das apurações, a PCMG, em conjunto com a Receita Estadual e o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), identificou inconsistências entre os produtos transportados e os documentos apresentados. As equipes também constataram que as empresas envolvidas não funcionavam nos endereços informados.

Laudos do IMA apontaram a presença de material particulado em parte das bebidas apreendidas, o que as torna impróprias para consumo humano.

Os levantamentos levaram ainda à localização de um galpão industrial clandestino em Sabará, onde a mercadoria era armazenada. A Polícia Civil continua as investigações para identificar outros envolvidos e dimensionar o alcance do esquema.