VÍTIMA DENUNCIOU

Homem de 55 anos é indiciado por estuprar a filha e ameaçar a família em Betim

Inquérito policial foi concluído nesta terça-feira (14/4); suspeito confessou abusos à ex-companheira

Por O TEMPO


Publicado em 14 de abril de 2026 | 19:03
 
 
Polícia Civil recebeu denúncia em março do ano passado e deu início às investigações

Um homem de 55 anos foi indiciado por estupro de vulnerável e ameaça contra a mulher por razões da condição do sexo feminino. Segundo a Polícia Civil (PCMG), os crimes foram cometidos contra a filha (adolescente na época) e a esposa, respectivamente. O inquérito foi finalizado nesta terça-feira (14/4), pouco mais de um ano após o início das investigações - em março do ano passado -, conduzidas pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de Betim.

A denúncia foi feita pela vítima de abuso sexual, atualmente com 24 anos. Os depoimentos dela, da mãe, de uma amiga da jovem e de um pastor - testemunhas para as quais o crime foi revelado - constam no inquérito de 64 páginas. “Segundo apurado, os fatos ocorreram dentro da residência da família, de forma reiterada e em contexto de vulnerabilidade, de 2012 a 2015, sem que a vítima conseguisse denunciar à época, em razão de medo e da postura agressiva do investigado”, afirmou a titular da Deam em Betim, delegada Patrícia Godoy.

A delegada disse ainda que a revelação do crime só ocorreu anos mais tarde, quando a vítima confidenciou os abusos a uma pessoa da sua convivência, o que fez com que a informação chegasse até a mãe da jovem. 

A investigação da PCMG apurou que o suspeito confessou os estupros em mensagens enviadas à ex-companheira. “Foram analisados os áudios encaminhados pelo investigado, nos quais há manifestações que sugerem reconhecimento de culpa em relação aos fatos, bem como falas de conteúdo intimidatório”, ressaltou Patrícia. “Ao ser confrontado, o investigado teria admitido os abusos, fato que contribuiu para o agravamento do ambiente familiar e culminou na separação do casal”, acrescentou a delegada. “Após a revelação dos abusos e o início do processo de separação, o investigado passou a proferir ameaças, incluindo menções à prática de violência contra as vítimas e contra si próprio”, concluiu.