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Fabricado em Betim, Fiat Mobi completa 10 anos com 600 mil unidades vendidas no Brasil

Lançado em 2016, hatch acumula uma década no topo do segmento dos carros subcompactos no país

Por O TEMPO Autotempo


Publicado em 16 de abril de 2026 | 21:31
 
 
Fiat Mobi 2026 chega às concessionárias a partir desta semana

Fabricado em Betim, o Fiat Mobi completa dez anos em 2026 com números que poucos modelos do segmento subcompacto conseguem ostentar: mais de 700 mil unidades produzidas e 600 mil vendidas no Brasil desde o lançamento, em abril de 2016.

O hatch foi concebido como uma solução de mobilidade urbana e, ao longo da última década, consolidou esse posicionamento com atualizações constantes e forte presença nos rankings de emplacamentos.

De lançamento a referência no segmento

Apresentado ao mercado em 13 de abril de 2016, o Mobi chegou equipado com motor 1.0 Fire 8V e proposta direta: ser prático, acessível e eficiente para o uso urbano. A resposta do mercado foi imediata. Já no ano seguinte, em 2017, a Fiat ampliou a linha com a transmissão GSR (Gear Smart Ride).

Isso tornou o Mobi o primeiro modelo da marca no Brasil a combinar um motor 1.0 com câmbio automatizado. Esse movimento ampliou o apelo do hatch entre consumidores que buscavam mais conforto no trânsito.

Em 2019, o modelo ganhou a série especial Way Extreme, com visual exclusivo, retrovisor interno com câmera de ré e sensor de estacionamento traseiro. Durante o Salão do Automóvel de São Paulo naquele ano, a Fiat exibiu ainda uma configuração com o pacote Cross, que adicionava pintura bicolor, adesivos aplicados no capô e nas laterais, e detalhes com acabamento escurecido.

Linha 2026: novo interior e motor Firefly atualizado

A atualização mais recente chegou com a linha 2026. O interior foi completamente reformulado, com novo painel de instrumentos, volante redesenhado e layout que prioriza organização e ergonomia. Externamente, o Mobi ganhou novas calotas, maçanetas e retrovisores em preto brilhante, além de teto pintado de preto na versão Trekking.

A principal mudança mecânica foi a adoção do motor 1.0 Firefly flex de três cilindros, que entrega até 75 cv e 10,7 kgfm de torque, ganho de cerca de 10 cv em relação ao antigo Fire Evo. O consumo chegou a 14 km/l na gasolina em ciclo urbano, melhora perceptível frente à geração anterior. O câmbio manual de cinco marchas segue como única opção. A versão Like parte de R$ 81.060, enquanto a Trekking é vendida a R$ 83.490.

Mobi é top 10 desde 2021

Desde 2021, o Mobi figura entre os dez veículos mais vendidos do Brasil. Em 2025, foram 73.013 emplacamentos, com a versão Like concentrando cerca de 73% das vendas, impulsionada pelas vendas diretas para locadoras e frotistas. Em fevereiro de 2026, o hatch registrou 6.560 emplacamentos, terminando o mês na terceira posição geral no ranking nacional, atrás apenas da Fiat Strada e do Volkswagen Polo.

O desempenho reforça a posição do Mobi como líder do segmento subcompacto, em um mercado onde a concorrência com hatches como Chevrolet Onix e Volkswagen Polo é permanente.

Para Frederico Battaglia, diretor das marcas Fiat e Abarth para a América do Sul, o marco de 600 mil unidades vendidas "reflete a relação de confiança entre o consumidor e a equipe que desenvolve o modelo pensando nas necessidades reais do público".

Uma década, um mercado diferente

Em dez anos, o Mobi deixou de ser o hatch mais básico do portfólio Fiat para se tornar um subcompacto com itens de segurança como ABS, controle de estabilidade, assistente de partida em rampa e sensor de pressão dos pneus de série.

O preço, no entanto, acompanhou essa evolução: a versão de entrada saiu de R$ 31.900 em 2016 para R$ 82.560 em 2026, alta nominal de 158,8%. A equação entre custo, equipamentos e eficiência ainda sustenta a demanda.