Casa onde a vítima morava e onde o corpo foi localizado
Foto: Nelson Batista
Casa onde a vítima morava e onde o corpo foi localizado
Foto: Nelson Batista
A Polícia Militar prendeu um homem de 25 anos, suspeito de ter assassinado a facadas Atenor Pinto, de 70, nessa quarta-feira (23/4), no bairro Icaivera, em Betim. Ele confessou o crime.
Conforme a PM, logo após o corpo ser encontrado, os policiais iniciaram diligências para procurar o autor do homicídio. Durante os trabalhos, uma denúncia anônima informava quem seria o principal suspeito e indicava o local onde ele estava escondido: uma casa na mesma rua do crime.
Os policiais se dirigiram até o local e foram recebidos pelo pai do suspeito, que autorizou a entrada dos policiais na residência. O jovem confessou o crime e deu detalhes sobre como praticou o assassinato. De acordo com fontes ouvidas por O TEMPO Betim, a motivação seria causada por desentendimentos entre ele e a vítima.
Após ser detido, ele foi encaminhado para a Delegacia da Polícia Civil, onde teve ratificada a prisão em flagrante delito pelo crime de homicídio. Após os procedimentos, ele ficou à disposição da Justiça para as medidas legais cabíveis. A investigação segue em andamento.
Atenor Pinto foi encontrado morto por vizinhos, com diversos ferimentos à faca. O corpo estava no chão do quarto. A PM foi acionada e, ao chegar no local, se deparou com o portão aberto e marcas de sangue no chão.
Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel (Samu) foi acionada, mas constatou o óbito logo ao chegar. A perícia da Polícia Civil encontrou perfurações nas costas e um corte profundo no pescoço. O corpo foi encaminhado ao Posto Médico-Legal de Betim.
Uma amiga ouvida pela reportagem do OTB, e que preferiu não se identificar, relatou que a vítima morava na região há mais de uma década e que era querido pelos vizinhos.
A mulher afirmou que o viu na última terça (21) e passou a tarde bebendo com ele em um bar, na companhia de outros amigos. Ele não demonstrou estar com medo, nem comentou sobre possíveis ameaças.
"Ele nunca arrumou confusão com ninguém. Ele era homossexual e, muitas vezes, ficava mexendo com outros rapazes mais novos que ele, mas nunca fez nada contra eles", afirmou a amiga. Segundo ela, alguns o xingavam por conta disso, mas Teninha, como era chamado pelos conhecidos, não tinha desavenças ou inimizades. "Foi uma covardia o que fizeram com ele", lamenta.
A advogada do suspeito, Jessica Carolina Santiago, afirmou, em nota, que a vítima e o suspeito vinham apresentando desavenças há algum tempo. No dia dos fatos, o jovem teria sido insultado pelo idoso e, durante a discussão, os dois teriam começado a se agredir fisicamente. Durante o confronto, a vítima pegou uma faca e desferiu um golpe contra o rapaz. Na sequência, ele teria contido o idoso, tomado a faca e desferido outro golpe de volta para se defender.
Leia a nota na íntegra:
"Há algum tempo as partes vinham apresentando desavenças, apesar de não possuírem relação de intimidade, sendo apenas vizinhos.
No dia dos fatos, V. transitava em frente à residência da vítima quando, mais uma vez, foi por ela insultado. Em razão disso, iniciou-se uma discussão que evoluiu para vias de fato. Durante o confronto, a vítima, de posse de uma faca, desferiu um golpe contra V..
No intuito de se defender da agressão injusta, V. conseguiu tomar a faca da vítima e, em ato contínuo, desferiu um golpe com o objetivo exclusivo de repelir a agressão.
Ressalta-se que tal versão dos fatos será oportunamente corroborada pela prova pericial, ainda pendente de conclusão."
*Matéria atualizada às 10h52