Vítima conduzia uma motocicleta quando colidiu com um carro na via
Foto: Reprodução de câmera de segurança
Vítima conduzia uma motocicleta quando colidiu com um carro na via
Foto: Reprodução de câmera de segurança
Jhone Max Antunes de Carvalho, de 34 anos, morreu em decorrência de um acidente de trânsito na avenida Flamboyant, no bairro Vargem das Flores, no último domingo (26/4). A vítima sofreu lesões graves na cabeça, no tórax e em outras partes do corpo, sendo socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhada ao Hospital Público Regional Prefeito Osvaldo Rezende Franco, em Betim, onde não resistiu aos ferimentos e veio a óbito na segunda-feira (27/4).
O homem conduzia uma motocicleta quando colidiu com um carro na via. Em depoimento à Polícia Militar (PM), a condutora do veículo relatou que trafegava no sentido ao bairro Itacolomi quando, ao fazer uma curva, foi surpreendida pela motocicleta, que vinha em sentido contrário.
A colisão ocorreu na parte frontal do lado direito do carro. A mulher, de 43 anos, não apresentou lesões aparentes.
Fábio Moreira Gonçalves dos Santos, de 32 anos, amigo da vítima, conta que Jhone havia acabado de sair de sua loja e seguia em direção ao estabelecimento do qual era proprietário, endereço onde também residia. Segundo Fábio, entre cinco e dez minutos depois, um rapaz foi até seu comércio informar que o amigo havia sofrido um acidente.
Fábio esteve no local e relata ter se deparado com uma situação muito grave e delicada, com o amigo já dentro da ambulância. “Nitidamente, você vê pelas fotos e filmagens que a condutora estava na contramão. Ela estava lá com os familiares dentro do carro, e ele estava sozinho, sem ter ninguém para responder por ele”, afirma o empresário.
Segundo Fábio, a causa do acidente teria sido a condutora estar em alta velocidade, invadir a contramão e atingir o motociclista. “Acho que houve algumas negligências, como o teste do bafômetro, que não foi feito. Acompanhei até a retirada da moto, e a perícia não compareceu ao local. E aí aconteceu essa tragédia”, relata. Segundo o boletim de ocorrência, a perícia técnica da Polícia Civil não compareceu ao local.
Outros conhecidos de Jhone também estiveram no local. “Um amigo nosso conversou com a condutora e disse ter sentido cheiro de álcool e que ela aparentava estar embriagada. Não só ele, como diversas outras pessoas que estavam no local”, conclui Fábio em conversa com a reportagem do O TEMPO Betim, durante o velório de Jhone.
Danilo D’Ávila Penido de Souza, de 28 anos, outro amigo de Jhone, descreve a situação como muito complicada. “A gente esteve lá no local e, averiguando os fatos, percebemos que houve muita negligência por parte das autoridades. Notamos também uma certa distância, o que nos fez deduzir se a mulher tentou fugir, pois o carro parou a quase 100 metros do local do acidente. Não temos como provar, mas pedimos às autoridades que fizessem um teste, o que foi negado. Eles não nos deram muita atenção. Então, o que pedimos é que o caso seja investigado, pois há uma vítima fatal”, conclui.
De acordo com Danilo, Jhone deixa dois filhos e a noiva, com quem planejava o casamento. Diante da gravidade das lesões sofridas na colisão, a PM informou que não foi possível registrar a versão do motociclista.
A Avenida Flamboyant é uma via de pista simples e mão dupla. A reportagem tentou contato com prefeitura sobre possíveis medidas a serem adotadas no trecho, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição.