
Dois homens de 20 e 31 anos foram conduzidos à delegacia após uma confusão em clínica para dependentes químicos em Betim, na tarde dessa quarta-feira (8/4).
De acordo com o Boletim de Ocorrência, o homem mais velho chegou ao local e, segundo relatou aos policiais, estava em estado de nervosismo devido a outra situação. Ao perceber o abalo emocional, o mais novo teria começado a rir. O indivíduo questionou o motivo das risadas e ele teria dito que era do nervosismo dele.
Na sequência, o mais velho teria dito que quem começaria a rir seria ele, já que deixaria o local em breve, momento em que o outro rapaz teria começado a proferir ofensas de cunho homofóbico, afirmando que "todo veado deveria apanhar", passando a seguir a vítima.
O homem de 31 anos tentou manter distância, mas o jovem de 20 o alcançou e passou a agredi-lo com socos e chutes.
Já o homem mais novo relata que se encontrava na enfermagem, quando o mais velho chegou exaltado, afirmando que faria uma reclamação contra um enfermeiro. Nesse momento, ele relatou que estava rindo, mas de outra situação.
Ao ser questionado pelo homem de 31 anos se ele estava rindo dele, ele teria respondido: "pode rir mais não?", momento em que o homem começou a proferir ofensas como "cracudo, preto" e outras de cunhos sexual e racistas contra a mãe dele.
Ele afirma que, enquanto as ofensas eram dirigidas a ele, manteve-se tranquilo, mas se exaltou quando as ofensas passaram a atingir sua mãe.
Os dois foram ouvidos pelo delegado e liberados.
Em nota, a Polícia Civil informou que "foi realizado um procedimento de Diligências Preliminares para apuração do caso por injúria racial equiparada ao racismo.".
Já a clínica informou que "repudia veementemente qualquer forma de discriminação, preconceito ou violência, seja ela verbal ou física". Na nota enviada à reportagem, a instituição também afirmou que a ocorrência foi pontual e que foram adotadas medidas cabíveis de forma imediata por parte da equipe técnica e administrativa.
Informamos que a clínica repudia veementemente qualquer forma de discriminação, preconceito ou violência, seja ela verbal ou física. Prezamos por um ambiente seguro, respeitoso e acolhedor para todos os pacientes e colaboradores.
Em relação à ocorrência mencionada, trata-se de um episódio pontual envolvendo dois pacientes, no qual foram adotadas imediatamente todas as medidas cabíveis por parte da equipe técnica e administrativa. Isso incluiu a contenção da situação, o acionamento das autoridades competentes para registro formal e a condução dos envolvidos para avaliação adequada.
Ressaltamos que, por se tratar de pacientes em tratamento de saúde mental e dependência química, todas as condutas são acompanhadas por equipe multiprofissional, respeitando critérios técnicos, éticos e legais, incluindo a preservação da confidencialidade e da integridade dos mesmos.
Seguimos comprometidos com a promoção de um ambiente terapêutico baseado no respeito, na dignidade e na recuperação dos nossos pacientes.
Permanecemos à disposição para esclarecimentos institucionais adicionais, dentro dos limites éticos e legais.
Matéria atualizada às 15h.