DISPUTA INTERNACIONAL

Alunos do Gigante já estão no México para representar o Brasil em torneio de robótica

Equipe Gigalego, da Escola Municipal Antônio D’Assis Martins, disputa competição da First Lego League com projeto inspirado na arqueologia

Por O TEMPO


Publicado em 27 de maio de 2026 | 10:08
 
 
Equipe é formada por dez alunos do 8º e 9º anos da escola Gigante

Os estudantes da equipe Gigalego, da Escola Municipal Antônio D’Assis Martins, conhecida como Gigante, já estão em Guadalajara, no estado de Jalisco, no México, onde representam Betim e o Brasil na International Open Championship México 2026, torneio internacional da First Lego League (FLL). A delegação chegou ao país na madrugada da última segunda-feira (25/5) para a competição, que acontece entre esta quarta (27/5) e sábado (30/5) e reúne mais de 90 equipes de mais de 30 países.

Formada por dez alunos do 8º e 9º anos da rede municipal de ensino, a equipe garantiu vaga no torneio após se destacar na etapa nacional do Festival SesiI de Educação 2026, realizada em março, em São Paulo. Com o resultado, a Gigalego se tornou a única escola pública municipal de Minas Gerais classificada para representar o Brasil nesta edição internacional.

A competição reúne estudantes de diferentes partes do mundo em desafios ligados à ciência, tecnologia, engenharia, matemática, robótica e inovação. O evento será realizado no Centro Cultural Universitário, em Zapopan, na região metropolitana de Guadalajara, e deve receber mais de 2.000 participantes, entre estudantes, técnicos, voluntários e familiares. Entre as delegações confirmadas estão equipes de países como Austrália, Canadá, Espanha, Japão, Nigéria e Brasil.

Nesta temporada 2025-2026, que tem como tema “Unearthed”, os participantes precisaram desenvolver soluções inspiradas na arqueologia. A equipe betinense criou o GigaTrek, um carrinho de mão portátil, dobrável e compacto, pensado para auxiliar arqueólogos no transporte de materiais e equipamentos em terrenos irregulares durante expedições e escavações.

O projeto começou a ser desenvolvido em agosto de 2025, logo após o lançamento do tema da competição. Ao longo dos meses, os estudantes realizaram pesquisas, entrevistas com especialistas e visitas técnicas a grutas e parques arqueológicos para entender os desafios enfrentados pelos profissionais da área. A partir dessas experiências, a equipe estruturou o trabalho com uma metodologia própria, chamada Método TIAR, aplicada tanto no desenvolvimento da inovação quanto nas estratégias do robô para as missões do torneio.

Orientador da equipe, o professor Paulo Flores destaca o envolvimento dos alunos em todas as etapas do processo. “O mais bonito dessa trajetória é ver os alunos assumindo o protagonismo em cada etapa. Eles pesquisam, testam soluções, erram, recomeçam e evoluem juntos. Estar hoje em uma competição internacional mostra a força da educação pública quando ela oferece oportunidades reais para os estudantes desenvolverem ciência, tecnologia e inovação na prática”, afirmou.