Durante inauguração, nesta quarta (6), convidados, entre autoridades e jornalistas, fizeram uma visita à fábrica, instalada no bairro Jardim Alterosas 1ª Seção
Foto: Fiserv Brasil/Divulgação
Durante inauguração, nesta quarta (6), convidados, entre autoridades e jornalistas, fizeram uma visita à fábrica, instalada no bairro Jardim Alterosas 1ª Seção
Foto: Fiserv Brasil/Divulgação
A Fiserv, multinacional norte-americana que desenvolve soluções para pagamentos eletrônicos, inaugurou, nesta quarta-feira (6/5), em Betim, sua primeira fábrica da Clover fora da Ásia e a primeira em todo o continente americano. A Clover é a marca responsável pelas maquininhas de cartão e por sistemas que ajudam lojistas a receber pagamentos e organizar as finanças de seus negócios. A unidade começou a operar na segunda-feira (4/5), após um período de testes, e passa agora à fase de produção oficial no Brasil.
Na prática, a fábrica será responsável pela montagem das maquininhas utilizadas por comerciantes para receber pagamentos com cartão, Pix e outras formas digitais de pagamentos. A capacidade pode chegar a 100 mil equipamentos por ano, mas o início será gradual, com produção de cerca de 10 mil unidades por mês em um único turno de trabalho. “A gente pretende estar produzindo a todo vapor a partir do segundo semestre”, afirmou o vice-presidente sênior da Fiserv no Brasil, Ricardo Daguani.
Sem revelar os investimentos na unidade de Betim, Daguani explicou que a nova operação faz parte de um plano mais amplo da Fiserv, que prevê cerca de US$ 100 milhões em investimento no país até 2027. “Dentro desse volume está incluída a fábrica de Betim, que é um investimento relevante tanto para o Brasil quanto globalmente”, disse o executivo.
A produção inicial será voltada ao mercado brasileiro, atendendo clientes como a Caixa Econômica Federal. No entanto, a estrutura foi planejada para expansão. “A estratégia é consolidar primeiramente a operação no Brasil e, depois, transformar a unidade em um hub regional (um ponto estratégico de consolidação e redistribuição) para atender outros países da América Latina, como a Argentina”, explicou Daguani.
Instalada às margens da BR-381, na altura do bairro Jardim Alterosas 1ª Seção, a Clover ocupa uma área de cerca de 800 m² e já emprega aproximadamente 400 pessoas, podendo chegar a 450 trabalhadores. A maior parte da equipe é formada por engenheiros e técnicos.
A operação é realizada em parceria com a norte-americana Jabil, escolha que, de acordo com o vice-presidente de operações da Fiserv Brasil, Luiz Tamashiro, foi estratégica. “A gente precisava de um parceiro quando decidiu construir a fábrica aqui. A Jabil já atende à Fiserv em outros mercados e foi escolhida pela confiança, pela inovação e pelos processos produtivos que possui. Foi uma decisão muito natural”, explicou. Ele também destacou que a presença prévia da Jabil em Betim, desde 2000, pesou na decisão. “Ela já tem expertise instalada na cidade, o que facilitou muito”, completou Tamashiro.
Conforme acrescentou o executivo, além da parceria com a Jabil, a localização estratégica de Betim foi determinante para a instalação da nova fábrica em Minas Gerais. “A posição logística do município facilita a distribuição dos terminais para todo o país. Estar em um ponto centralizado faz toda a diferença para o nosso negócio”, afirmou Daguani.
Secretário-adjunto de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais, Frederico Amaral e Silva declarou que a chegada da Clover ao estado agrega valor à economia estadual e pode representar o início de um ciclo de crescimento mais amplo para Minas. “Esse é um investimento que traz soluções para o mercado financeiro, gera oportunidades para cerca de 400 pessoas e contribui para o desenvolvimento de novas tecnologias de meios de pagamento”, disse.
Para a secretária de Desenvolvimento Econômico de Betim, Marcela Lorhana Arantes Pinto, a chegada da operação reforça uma mudança no perfil econômico do município, com maior inserção no setor de tecnologia. “O município vem se preparando para atrair investimentos desse porte. A presença da Fiserv e da Clover é muito relevante porque traz tecnologia, inovação e geração de empregos qualificados, além de inserir Betim de forma mais ativa nas discussões sobre economia digital”, afirmou.