Em um mês, 29 estabelecimentos foram fiscalizados
Foto: Foto: Maurício Vieira / Sejusp
Em um mês, 29 estabelecimentos foram fiscalizados
Foto: Foto: Maurício Vieira / Sejusp
Betim foi alvo da terceira fase da Operação Baco que apreendeu mais de dois mil litros de bebidas alcoólicas impróprias para consumo. A ofensiva das forças de segurança aconteceu durante o mês de abril e focou em bares, restaurantes e estabelecimentos comerciais com foco em bebidas adulteradas, falsificadas ou contrabandeadas. A primeira etapa da operação ocorreu em outubro e novembro, período coincidente com as mortes provocadas após o consumo de destilados adulterados com metanol no país.
O objetivo da ofensiva, que envolveu agentes da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), as polícias Militar e Civil, além do apoio da Polícia Rodoviária Federal, Polícia Federal e Receita Federal, é coibir a venda de bebidas adulteradas, falsificadas, contrabandeadas e sem registros. No âmbito administrativo e sanitário, participam a Secretaria de Estado da Fazenda, a Vigilância Sanitária estadual, o Ministério da Agricultura e Pecuária, o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) e o Ministério Público de Minas Gerais.
Em um mês, 29 estabelecimentos foram fiscalizados. Além disso, foram aplicados nove autos de infração e cinco termos de apreensão/fiscalização/interdição cautelar. “A presença de todas essas forças policiais encorpa a operação porque permite a fiscalização de uma série de itens diferentes, garantindo ainda mais segurança para o consumidor”, enfatiza o superintendente de Integração e Planejamento Operacional da Sejusp, Bernardo Naves.
Durante a primeira fase da operação, entre outubro e novembro de 2025, os órgãos de segurança apreenderam 182.847 litros de bebidas adulteradas foram apreendidos. Na época, 451 estabelecimentos foram fiscalizados em Minas Gerais e 18 pessoas presas.
Segundo delegada Renata Rodrigues de Oliveira Batista, da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), os estabelecimentos alvos da ação foram elencados a partir de denúncias anônimas e apurações das corporações. Até o momento, não é possível confirmar que todos os produtos foram adulterados, uma vez que as amostras ainda serão periciadas.
Renata explica que após as primeiras fiscalizações, que resultaram em apreensões e autos de infração, os estabelecimentos podem ser, novamente, alvo das ações de enfrentamento. “A atuação fiscalizatória é imediata, o que está impróprio para consumo é descartado. E a atuação de inteligência policial é constante e isso garante que o consumidor tenha a segurança necessária para comprar bebida nos estabelecimentos comerciais”, afirma.
Em resposta a demanda enviada pela reportagem do O TEMPO Betim, a Sejusp informou que "não é possível fornecer dados estratificados referentes às fiscalizações realizadas em cada cidade".