ALERTA

Comitê e PM Ambiental visitam empresas após espuma no rio Paraopeba

Incidente foi flagrado em dois trechos do manancial, em Betim, em um intervalo de nove dias

Por Lisley Alvarenga

Publicado em 12 de junho de 2026 | 09:00

 
 
Neste primeiro momento, uma empresa de produtos químicos, uma garagem de ônibus e um frigorífico foram visitados Neste primeiro momento, uma empresa de produtos químicos, uma garagem de ônibus e um frigorífico foram visitados Foto: CBH Paraopeba/Divulgação

Duas aparições de extensas camadas de espuma branca em dois trechos no Rio Paraopeba, em Betim, em um intervalo de nove dias, colocaram em alerta autoridades ambientais e deram início a ações para apurar as causas do problema.

Depois dos registros, o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Paraopeba (CBH Paraopeba), em parceria com a Polícia Militar de Meio Ambiente, começou a realizar, nesta semana, visitas a empresas instaladas no município para orientar empresários sobre a adoção de boas práticas ambientais e investigar possíveis fontes de contaminação. Neste primeiro momento, uma empresa de produtos químicos, uma garagem de ônibus e um frigorífico foram visitados.

O caso mais recente foi flagrado na segunda (8), quando uma equipe do CBH Paraopeba encontrou a espuma em um trecho do rio na altura do bairro Aroeiras, próximo à BR–262. Em 30 de maio, moradores também registraram o mesmo cenário no manancial, na tríplice fronteira entre Betim, Juatuba e São Joaquim de Bicas. Nos dois incidentes, equipes do comitê coletaram amostras de água do rio para análise laboratorial.

Presidente do CBH Paraopeba, Heleno Maia afirmou que a principal linha de apuração considera a possibilidade de que a substância tenha sido lançada no rio Betim e no ribeirão São Joaquim antes de desaguarem no Paraopeba.

“Casos como esses precisam ser respondidos com base em critérios técnicos e legais. Estamos atuando em conjunto com os órgãos competentes para entender as causas do problema e garantir a segurança hídrica da região”, destacou Heleno.

As visitas devem continuar até o fim de junho, até lá são aguardados os resultados das análises laboratoriais. Os laudos devem ajudar a identificar a composição do material encontrado e apontar possíveis origens para os episódios registrados no Rio Paraopeba.

Sem retorno

O TEMPO Betim entrou em contato com as prefeituras de Betim, Juatuba e São Joaquim de Bicas, além da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais (Semad-MG), para saber se os municípios e o estado tomaram providências sobre o ocorrido, mas não obteve retorno.