Neste primeiro momento, uma empresa de produtos químicos, uma garagem de ônibus e um frigorífico foram visitados
Foto: CBH Paraopeba/Divulgação
Neste primeiro momento, uma empresa de produtos químicos, uma garagem de ônibus e um frigorífico foram visitados
Foto: CBH Paraopeba/Divulgação
Duas aparições de extensas camadas de espuma branca em dois trechos no Rio Paraopeba, em Betim, em um intervalo de nove dias, colocaram em alerta autoridades ambientais e deram início a ações para apurar as causas do problema.
Depois dos registros, o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Paraopeba (CBH Paraopeba), em parceria com a Polícia Militar de Meio Ambiente, começou a realizar, nesta semana, visitas a empresas instaladas no município para orientar empresários sobre a adoção de boas práticas ambientais e investigar possíveis fontes de contaminação. Neste primeiro momento, uma empresa de produtos químicos, uma garagem de ônibus e um frigorífico foram visitados.
O caso mais recente foi flagrado na segunda (8), quando uma equipe do CBH Paraopeba encontrou a espuma em um trecho do rio na altura do bairro Aroeiras, próximo à BR–262. Em 30 de maio, moradores também registraram o mesmo cenário no manancial, na tríplice fronteira entre Betim, Juatuba e São Joaquim de Bicas. Nos dois incidentes, equipes do comitê coletaram amostras de água do rio para análise laboratorial.
Presidente do CBH Paraopeba, Heleno Maia afirmou que a principal linha de apuração considera a possibilidade de que a substância tenha sido lançada no rio Betim e no ribeirão São Joaquim antes de desaguarem no Paraopeba.
“Casos como esses precisam ser respondidos com base em critérios técnicos e legais. Estamos atuando em conjunto com os órgãos competentes para entender as causas do problema e garantir a segurança hídrica da região”, destacou Heleno.
As visitas devem continuar até o fim de junho, até lá são aguardados os resultados das análises laboratoriais. Os laudos devem ajudar a identificar a composição do material encontrado e apontar possíveis origens para os episódios registrados no Rio Paraopeba.
O TEMPO Betim entrou em contato com as prefeituras de Betim, Juatuba e São Joaquim de Bicas, além da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais (Semad-MG), para saber se os municípios e o estado tomaram providências sobre o ocorrido, mas não obteve retorno.