Suspeitos foram presos por militares do Grupamento Especializado em Recobrimento (GER)
Foto: Brandon Santos
Suspeitos foram presos por militares do Grupamento Especializado em Recobrimento (GER)
Foto: Brandon Santos
Um idoso de 79 anos foi morto a tiros por um falso policial no bairro Jardim das Alterosas, em Betim. Dois suspeitos foram presos. De acordo com a Polícia Militar, ele foi abordado em casa por um homem a bordo de um Fiat Grand Siena cinza na manhã da última sexta-feira (19/6) e baleado na sequência. Após o crime, o suspeito fugiu com um comparsa. O crime foi flagrado por câmeras de segurança, que mostram o momento em que o atirador desembarca do lado do passageiro.
Uma testemunha relatou que alguém bateu à porta e chamou a vítima mencionando seu nome completo. Quando o idoso abriu, foi obrigado a encostar na parede e questionado se ele era a pessoa em questão. Ao confirmar, o suspeito efetuou três disparos com uma arma prata.
Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) esteve no local e constatou que o homem ainda apresentava sinais vitais. Ele foi encaminhado para o Hospital Regional de Betim, mas não resistiu aos ferimentos.
Outra pessoa, que não testemunhou o crime, relatou aos policiais a possível motivação. No ano passado, o idoso teria sido acusado de importunação sexual contra uma adolescente. Desde então, o pai da garota vinha ameaçando o homem de morte. A família, que morava em Belo Horizonte, mudou-se para Betim em novembro por medo. O processo, no entanto, foi arquivado há cerca de duas semanas por falta de provas, inocentando o idoso.
De posse das informações iniciais e das características do veículo envolvido no crime, os policiais iniciaram as diligências para tentar localizar os suspeitos.
Eles chegaram até a empresa onde o pai da adolescente trabalha. Ao analisar as imagens das câmeras de segurança do local, viram o momento em que um homem entra na empresa, vai até a cozinha e conversa com o suspeito enquanto parece ajeitar algo abaixo da blusa.
O suspeito apresentou histórias distintas sobre o que os dois teriam dialogado. Em busca pessoal, os policiais localizaram uma chave que dava acesso ao armário do suspeito no vestiário. No local, estavam duas mochilas e, nelas, foram apreendidos: três pistolas, um revólver, diversos carregadores e munições de calibres distintos. Na cozinha, onde o homem conversou com o suspeito, os policiais ainda encontraram um revólver sujo de sangue envolto em um pano.
Na mesma rua, foi encontrado um veículo estacionado, semelhante ao utilizado no crime, com marcas de sangue na maçaneta do passageiro - onde estava a pessoa que atirou no idoso. A PM acredita que o veículo seja clonado pois o chassi descrito nos vidros não bate como da placa. As imagens da empresa também flagraram o momento em que o veículo estaciona na rua, cerca de 30 minutos após o ocorrido.
O homem recebeu voz de prisão e foi levado. Enquanto isso, os policiais continuaram as diligências e chegaram até o segundo suspeito, na casa dele, em BH. No local foi encontrada a camisa preta, réplica do uniforme da Polícia Civil, usada no crime. Ele relatou apenas que foi levar o carro até o suspeito e negou participação.
Em nota, a Polícia Civil informou que os dois homem foram ouvidos e presos em flagrante pelos crimes de posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito ou proibido, e homicídio.
"Após os procedimentos de polícia judiciária, os suspeitos foram encaminhados ao sistema prisional, onde permanecem à disposição da Justiça", informou a instituição.
O caso segue em apuração pela 8ª Delegacia Especializada de Investigação de Homicídios em Betim.