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Polícia Civil investiga denúncia de funcionária que diz ter sido agredida em padaria de Betim

Atendente afirma ter sido agredida por duas clientes após discussão sobre salgados; caso ocorreu no bairro Homero Gil

Por Lisley Alvarenga

Publicado em 22 de junho de 2026 | 11:29

 
 
Caso ocorreu em uma padaria que funciona 24 horas, no bairro Homero Gil, em Betim Caso ocorreu em uma padaria que funciona 24 horas, no bairro Homero Gil, em Betim Foto: Reprodução câmeras de segurança

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) instaurou procedimento para apurar uma denúncia de agressão ocorrida no último sábado (20/6), em uma padaria localizada no bairro Homero Gil, em Betim. A vítima, uma funcionária do estabelecimento, formalizou a representação criminal nesta segunda-feira (22/6) na 3ª Delegacia de Polícia Civil da cidade e foi encaminhada para exame de corpo de delito. Segundo a corporação, as investigações estão em andamento para identificar os envolvidos.

Veja o vídeo:

De acordo com a atendente Greiciele Matias, de 33 anos, a agressão ocorreu após uma discussão com duas clientes durante o atendimento. Imagens das câmeras de segurança registraram momentos da confusão.

A funcionária, que trabalha na padaria há três anos, relatou que o episódio começou por volta das 5h28, quando ainda atuava sozinha no turno da madrugada. Ela explica que atendeu as mulheres inicialmente pela grade, mas que a padaria abre para atendimento normal, a partir das 5h30. Segundo ela, antes de entrarem, as duas mulheres perguntaram quais salgados estavam disponíveis e quais eram os mais frescos naquele momento.

Greiciele afirma que informou que alguns produtos expostos na estufa já estavam há mais tempo à venda e seriam substituídos em poucos minutos, já que a equipe do turno da manhã estava chegando para iniciar a produção de novos salgados. Ela também teria sugerido que as clientes aguardassem alguns minutos para consumir produtos recém-preparados.

Segundo a atendente, a explicação desagradou uma das mulheres, que passou a acusá-la de não querer realizar a venda e iniciou uma série de ofensas verbais. Ainda conforme o relato, a discussão continuou mesmo após a abertura da loja, às 5h30.

Greiciele conta que retomou suas atividades de fechamento de caixa acreditando que a situação havia sido encerrada. No entanto, segundo ela, uma das mulheres continuou a fazer ofensas e, em seguida, se dirigiu até o caixa.

A funcionária afirma que a cliente partiu para a agressão física, desferindo um soco e puxando seus cabelos. Ela relata ainda que a segunda mulher também participou da ação, segurando um de seus braços enquanto a outra a agredia.

Durante a confusão, Greiciele diz ter perdido uma grande quantidade de cabelo. De acordo com ela, outras pessoas que estavam no local, incluindo clientes e um homem que acompanhava as duas mulheres, intervieram para interromper as agressões.

Após a briga, as mulheres permaneceram do lado de fora da padaria. Temendo uma nova agressão, a atendente acionou a Polícia Militar. Segundo relato dela, a viatura chegou cerca de 30 a 40 minutos depois, mas as mulheres e o homem que estava com elas já haviam deixado o local.

Investigação

Em nota, a Polícia Civil informou que não houve conduzidos à delegacia no momento da ocorrência. Como se trata de crime de ação penal pública condicionada à representação, os procedimentos investigativos foram iniciados após a formalização da denúncia pela vítima nesta segunda-feira.

A reportagem não conseguiu localizar as duas mulheres citadas pela funcionária nem o homem que as acompanhava. O espaço permanece aberto para manifestações.