Gabrielly Marques de Oliveira Belo, de 16 anos, foi assassinada a tiros no bairro Icaivera, em março deste ano
Foto: Reprodução redes sociais
Gabrielly Marques de Oliveira Belo, de 16 anos, foi assassinada a tiros no bairro Icaivera, em março deste ano
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Com cartazes e pedidos de justiça, familiares e amigos de Gabrielly Marques de Oliveira Belo, de 16 anos, se reuniram em frente ao Fórum de Betim, nesta terça-feira (21/7), durante a audiência de instrução e julgamento dos dois jovens acusados pela morte da adolescente. Gabrielly foi assassinada a tiros no bairro Icaivera, em Betim, após desaparecer em 18 de março. Dois rapazes, de 18 e 19 anos, confessaram o crime e indicaram à polícia o local onde o corpo da jovem havia sido deixado.
Segundo a advogada criminalista Thamiris Bueno Gradisse, que defende a família da vítima, a audiência marca a primeira fase do processo criminal, já que o caso envolve um crime doloso contra a vida. Nesta etapa, explica ela, são ouvidas testemunhas, familiares e os réus para que o juiz decida se os acusados serão levados a julgamento pelo Tribunal do Júri e por quais crimes e qualificadoras deverão responder. “O que a família mais quer entender é a motivação desse crime, o porquê de matar uma menina tão jovem, de 16 anos”, explicou.
De acordo com a advogada, foram convocados para prestar depoimento a mãe de Gabrielly, o tio da adolescente, um policial militar, um bombeiro que encontrou o corpo e os dois acusados. Caso alguma das testemunhas não compareça ou não seja possível concluir todos os depoimentos, uma nova audiência poderá ser marcada.
Tamires afirmou ainda que a acusação considera que há divergências entre as versões apresentadas pelos réus e os elementos reunidos durante a investigação. Segundo ela, os laudos apontaram que a adolescente não foi vítima apenas de disparos de arma de fogo, mas também teria sofrido golpes de faca.
Os dois investigados permanecem presos. Para a família, a manutenção da prisão é uma das principais preocupações durante o andamento do processo. "A família veio aqui para pedir que os dois continuem presos até o fim do julgamento", salientou a advogada da família.
O padrasto de Gabrielly, Felipe Henrique Paiva Costa, contou que criou a adolescente desde os 5 anos e que acompanhou as buscas após o desaparecimento. Segundo ele, a família descobriu, por meio de conversas encontradas no perfil da jovem em uma rede social, que ela havia saído para encontrar com um dos suspeitos, com quem Gabrielly já teria tido um relacionamento.
"Na época, procurei informações com familiares e conhecidos deles até receber a notícia de que Gabrielly havia sido morta. Pra mim, ela foi vítima de uma emboscada, pois saiu para encontrar apenas o namorado e não sabia que o outro rapaz estaria" afirmou o padrasto de Gabrielly.