Antonio Filosa durante evento que celebra os 50 anos da Fiat no Brasil e do Polo Automotivo de Betim
Foto: Marco Aurélio Neves
Antonio Filosa durante evento que celebra os 50 anos da Fiat no Brasil e do Polo Automotivo de Betim
Foto: Marco Aurélio Neves
Com um plano de investimentos de € 60 bilhões (cerca de R$ 350 bilhões) até 2030, a Stellantis se baseia no lançamento de novos modelos e na produção de conteúdo local para sustentar um crescimento nas vendas de veículos em todos os seus mercados. Nos próximos cinco anos, o grupo irá investir R$ 30 bilhões no Brasil e lançará um modelo novo por ano no país.
O primeiro deles é o Fiat Argo X, que chega ao mercado neste semestre. O Polo Automotivo de Betim concentrará R$ 14 bilhões dos investimentos planejados para o Brasil, o maior ciclo de aportes já realizado na planta. O grupo também projeta investimentos de R$ 13 bilhões na fábrica de Goiana (PE).
Em coletiva de imprensa nesta terça-feira (21/7) na fábrica mineira, durante evento que celebra os 50 anos da Fiat no Brasil e do Polo de Betim, o CEO global da Stellantis, Antonio Filosa, explicou que a renovação intensa da linha de produtos da Fiat é necessária para manter o crescimento das vendas e manter a liderança no mercado nacional.
Além do Argo X, o grupo também aposta nas vendas do novo Jeep Avenger e das picapes RAM, da Peugeot, Citroen e no avanço da produção local das parcerias com as marcas chinesas Leapmotor e a Dongfeng.
“Temos Leapmotor, que estamos localizando (a produção) em Pernambuco, e temos que trabalhar junto com o Dongfeng para ver o que podemos fazer com eles também aqui”, disse Filosa. “Essas são as ideias, a ideia é crescer. Mantendo a liderança aqui no Brasil e na Argentina, e crescendo nos demais países da América do Sul, e muito através de produtos, mas não somente através de produtos”, completou.
O CEO da Stellantis explicou que nos seis pilares estratégicos do plano de negócios um é o fortalecimento do desenvolvimento regional nos territórios em que o grupo atua e o segundo é o estreitamento das parcerias estratégicas.
Essas parcerias são divididas em dois tipos: as tecnológicas, que são globais, com empresas de software, inteligência artificial e hardware; e com outras montadoras, que terão uma abrangência diferente, a depender da parceria e da região.
Ele afirmou que o grupo automotivo já tem um plano traçado na área de tecnologia e no desenvolvimento de produtos. Na área de parcerias, a inserção de novas marcas já tem acontecido no Brasil, como o caso da Leapmotor.
Qualquer outro desenvolvimento futuro que uma região em que o grupo atua queira fazer, destacou Antonio Filosa, dependerá do projeto apresentado pela divisão do grupo na região.
“Se a gente vai trazer para o Brasil, para a América do Sul, algo diferente, o segundo pilar é fortalecer as regiões. Então o Zola (Herlander Zola, Presidente do grupo na América do Sul) vai decidir, vai aprovar comigo, e a gente junto vai decidir o que fazer”, disse Filosa.
Herlander Zola, inclusive, disse, durante a coletiva de imprensa no Polo de Betim, que o grupo usa o exemplo do Fiat Argo X para os seus próximos passos. Apesar de ser um projeto global da marca, o Argo X foi desenvolvido na fábrica mineira.
Sendo assim, mesmo com alcance global, o projeto dá a possibilidade de manter a essência da marca na região e de entender as necessidades do consumidor local. Pela variedade de marcas e plataformas, a Stellantis trabalhará com desenvolvimento de produtos mais adequado para cada região, seja com um projeto global, seja local.
“Se houver a necessidade de se desenvolver algo especificamente para uma região, como a gente já fez inúmeras vezes, e faz, [...] para demonstrar que a necessidade de ter um produto global não existe, o que existe é a necessidade de satisfazer aquilo que o consumidor local quer. Se isso for possível, através de um único produto, para todas as regiões, ótimo. Se não, nós temos a possibilidade, obviamente, de traduzir isso em soluções locais”, comentou Zola.