Casa foi praticamente reconstruída; do lado direito está a família ajudada
Foto: Carolina Miranda
Casa foi praticamente reconstruída; do lado direito está a família ajudada
Foto: Carolina Miranda
A cortina que desceu pelo muro de uma casa no bairro Jardim Teresópolis, em Betim, foi o acesso a uma nova história. A residência foi atingida por um incêndio em novembro do ano passado e foi parcialmente destruída. O local, uma construção simples, abrigava uma mãe, que é surda, com os três filhos.
Consternados com a situação, integrantes da ONG G10 Favelas, por meio do projeto Mãos que Transformam, uniram um time de voluntários e decidiram reformar a casa. O espaço agora conta com paredes novas e pintadas, janelas de vidro, laje e está pronto para receber um novo capítulo da história da família.
O coordenador da G10, Paulo Reis, conta que um dos filhos da moradora da casa, Kauã Henrique, de 18 anos, é aprendiz no projeto. Em um dia ele faltou às atividades e a equipe descobriu o motivo: o incêndio que havia atingido a residência onde ele morava.
"Foi quando vimos a condição deles e descobrimos que, apesar da cozinha ter sido mais afetada, a casa toda estava numa condição precária. Então, decidimos unir forças e reformar toda a casa para dar mais dignidade a essa família", diz.
A iniciativa envolveu toda a comunidade, desde pessoas que doaram valores em dinheiro, materiais de construção e realizaram iniciativas para angariar fundos, até quem literalmente colocou a mão na massa e atuou diretamente na obra.
"Nós fizemos de tudo. Eu atuei como pedreiro, como servente e como limpador. Através da história do Kauã resolvemos dar esse 'up' e juntamos toda a nossa turma para ajudar", disse.
Outro voluntário foi Delvander Alves, que atuou como pedreiro. "Nós vínhamos no nosso fim de semana de folga para construir a casa. Nos unimos porque sempre soubemos que essa iniciativa aqui é muito importante", afirmou.
Ao entrarem na casa, Kauã Henrique, a mãe, Renata Nunes, e as irmãs de 13 e 16 anos, não conseguiram conter a emoção. "Nós passamos por um momento muito triste. Mesmo sendo precária ( a casa), era onde a gente vivia, e ver o fogo destruindo, foi difícil. O G10 estendeu a mão para mim e eu serei sempre grato por isso", pontuou o jovem.
A mãe também demonstrou gratidão pelo apoio. "Estou muito feliz com a reforma. Foi um susto para mim e para os meus filhos, mas agora estamos tranquilos", completou.