Com as mudanças, as expectativas são de que a rede de transporte público coletivo da Grande BH passe de 84 km para 314 km
Foto: Brandon Santos
Com as mudanças, as expectativas são de que a rede de transporte público coletivo da Grande BH passe de 84 km para 314 km
Foto: Brandon Santos
Quatorze projetos de mobilidade, se executados, incluindo a obra que liga o metro do Eldorado, em Contagem, a Betim, poderiam mudar a rede de transporte público e reduzir significativamente os impactos no trânsito nas próximas décadas
É a conclusão de um estudo realizado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e do Ministério das Cidades, que projeta queda de 21% no tempo médio de deslocamento e redução de cerca de 70% das mortes no trânsito caso as obras previstas sejam implantadas até 2054. Entre as iniciativas necessárias estão a expansão das linhas de BRT e do metrô, além da criação de um sistema de VLT (veículo leve sobre trilhos).
O levantamento indica que a rede de transporte público coletivo de média e alta capacidade da Grande BH passaria dos atuais 84 quilômetros para 314 quilômetros com a implantação dos projetos. A expansão prevista contempla corredores de BRT, linhas de metrô e um sistema de VLT nas principais vias da capital, como o Anel Rodoviário e as avenidas Cristiano Machado e Amazonas, além de ligações entre cidades da Região Metropolitana de Belo Horizonte. Para atingir a meta, seria necessário um investimento estimado em R$ 35,5 bilhões.
A ideia é ampliar a capacidade do sistema de transporte coletivo para atender cerca de 1,4 milhão de passageiros por dia. As melhorias contemplam os municípios de Belo Horizonte, Betim, Contagem, Ibirité, Nova Lima, Ribeirão das Neves, Sabará, Santa Luzia e Vespasiano. Na prática, a implantação de novos meios e corredores de transporte coletivo resultaria em maior geração de empregos, melhoria da infraestrutura, da segurança no trânsito e da qualidade de vida.
Entre os impactos estimados está também a redução no número de vítimas de acidentes, que poderia chegar a 3.313 pessoas — entre mortos, feridos e ilesos envolvidos nas ocorrências — caso as obras estivessem em pleno funcionamento em 2054. Segundo o chefe do Departamento de Estruturação de Soluções de Mobilidade Urbana do BNDES, Airan Bechara Ferreira, a estimativa foi elaborada com base nas projeções de crescimento populacional do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
"Com a implantação da rede proposta e de políticas públicas para o transporte coletivo, a expectativa é que menos pessoas utilizem o transporte individual e passem a usar o transporte público. Como esse modal tem menor propensão à ocorrência de acidentes, chegamos à estimativa de redução de vítimas", disse.
Os 14 projetos analisados, contudo, não são novos. Eles foram mapeados pelo estudo a partir de iniciativas já previstas em planos de mobilidade e planejamento urbano, como o PlanMob-BH (2017), o PlanMob-RMBH (2023), o Plano de Desenvolvimento Urbano Integrado (PDUI-RMBH), de 2024, e a Carteira de Projetos da Secretaria de Estado de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias (Seinfra), também de 2024.
Segundo o BNDES, Belo Horizonte já deu os primeiros passos para tirar parte dessas propostas do papel. Atualmente, o município possui um contrato de estruturação para três projetos: o BRT Amazonas, o BRT Anel Rodoviário e o BRS Pedro II. Juntos, eles somam cerca de 31 quilômetros de corredores e têm investimento estimado em R$ 2 bilhões.
O BRT (Bus Rapid Transit) é um sistema de ônibus que opera em corredores exclusivos e segregados, com estações fechadas, embarque em nível e pagamento da tarifa antes do embarque, o que reduz o tempo de parada. Já o BRS (Bus Rapid Service) utiliza faixas preferenciais ou prioritárias, geralmente compartilhadas em alguns trechos, com pontos de parada convencionais e embarque realizado diretamente no veículo. Diferentemente dos dois, o VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) é um sistema de transporte urbano sobre trilhos, movido a energia elétrica, que circula em vias exclusivas ou compartilhadas, oferecendo maior capacidade de passageiros, operação mais silenciosa e menor emissão de poluentes.
Para Alysson Coimbra Carvalho, diretor da Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (ABRAMET), o investimento em infraestrutura é apenas parte da solução para reduzir acidentes e tornar a mobilidade mais eficiente. Segundo ele, para que as projeções do estudo se concretizem, será necessário adotar um conjunto de medidas complementares. “Para que uma redução dessa magnitude aconteça, será necessário investir também em fiscalização, educação para o trânsito, controle de velocidade, atendimento às vítimas, renovação da frota e políticas permanentes de segurança viária”, explica.
O especialista também ressalta que a expansão da rede de transporte coletivo, por si só, não garante que a população deixe de utilizar o carro ou a motocicleta. Na avaliação dele, é preciso tornar o transporte público mais atrativo e confortável para os passageiros. “Não basta construir corredores, estações ou novas linhas. É preciso oferecer uma experiência melhor para quem utiliza o transporte público. Quando isso acontece, a migração ocorre naturalmente, sem necessidade de impor restrições”, disse.
Para Airan, o cenário da capital mineira é semelhante ao observado em outras 20 regiões metropolitanas do país, que também foram analisadas durante o estudo. Na Região Metropolitana de Belo Horizonte, o plano indicou que atualmente há um déficit de cerca de 73% em quilômetros de infraestrutura de transporte coletivo.
"No caso de Belo Horizonte, hoje há cerca de 84 quilômetros de infraestrutura, quando a necessidade estimada é de 314 quilômetros. Esse déficit aparece, em diferentes proporções, praticamente em todas as regiões metropolitanas. Na área de governança, algumas regiões já servem de referência, como Goiânia, Recife e Grande Vitória, que possuem mecanismos de coordenação institucional mais avançados", afirmou.
Segundo o especialista do BNDES, a falta de meios de transporte de qualidade que atendam à população faz com que muitas pessoas optem pelo uso de meios de transporte individuais, como motos e carros, o que aumenta o trânsito e causa congestionamentos urbanos e o sucateamento do sistema de transporte.
"Hoje existe um ciclo vicioso: o transporte público deixa de atender bem à população, as pessoas migram para o transporte individual, a receita do sistema diminui e o serviço se deteriora ainda mais", explica Airan. Associada à falta de investimentos, a situação pode levar o transporte público a um cenário de colapso. "Existe o risco de um colapso do transporte público, com cada vez mais pessoas utilizando carros, motocicletas e aplicativos, o que agrava os congestionamentos e aumenta os acidentes", alerta.
Ele ressalta que a retomada dos investimentos em mobilidade é fundamental para reverter esse cenário. "Isso melhora a fluidez do trânsito para todos", afirmou, ao defender um maior equilíbrio entre o transporte coletivo e o individual.
Segundo o especialista do BNDES, a criação de uma rede estruturada, com corredores de alta capacidade para atender à demanda de passageiros, torna o transporte público mais eficiente e atrativo, incentivando a migração de usuários do transporte individual.
"Uma rede estruturada em corredores de alta capacidade transporta mais passageiros com menor custo do que um sistema baseado apenas em linhas convencionais de ônibus. Também esperamos reduzir o tempo de deslocamento das pessoas, proporcionando mais tempo para lazer, descanso e maior produtividade", concluiu.
Alysson destaca ainda que um dos principais ganhos apontados pelo estudo é a perspectiva de redução no tempo de deslocamento da população, com impactos diretos na qualidade de vida. "Reduzir o tempo de deslocamento não significa apenas chegar mais cedo ao trabalho. Significa devolver tempo de vida às pessoas. Menos tempo no trânsito representa mais tempo com a família, mais descanso, mais oportunidades de estudo, lazer e produtividade. Também reduz o estresse diário e melhora a qualidade de vida”, ressalta.
Outro ponto considerado essencial pelo especialista é a integração entre os diferentes modais de transporte e a infraestrutura de acesso aos sistemas de alta capacidade. “Outro aspecto importante é o chamado “primeiro e último quilômetro”, ou seja, o trecho entre a casa da pessoa e a estação, ou entre a estação e o destino final. Se esse percurso não for seguro, acessível e bem planejado, muitos continuarão optando pelo veículo particular. Por isso, investir em calçadas acessíveis, ciclovias, micromobilidade organizada, integração com ônibus alimentadores e travessias seguras é tão importante quanto construir metrôs ou corredores de BRT”, pondera.
Para o diretor da Abramet, os investimentos em mobilidade urbana produzem efeitos que vão além do transporte e refletem diretamente na segurança, na economia e na qualidade de vida da população.
“A mobilidade urbana não é apenas uma questão de transporte; ela influencia diretamente o desenvolvimento econômico, a inclusão social, a saúde pública e a segurança viária. Investir em mobilidade é investir na qualidade de vida e na preservação de vidas. O grande desafio é fazer com que esses investimentos sejam acompanhados de planejamento, integração entre os diferentes modos de transporte e políticas públicas consistentes, para que os benefícios previstos no estudo realmente cheguem ao dia a dia da população”, conclui.
Em nota, a Secretaria de Estado de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias (Seinfra) informou que, em relação aos projetos para a RMBH sob responsabilidade do Estado, a avaliação dos estudos existentes da Linha 3 do metrô (Lagoinha – Savassi) e VLT Linha 4 (Eldorado – Betim) encontra-se em andamento, realizada pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). “O objetivo de avaliar o estágio de desenvolvimento, identificar eventuais lacunas de informação e definir as complementações necessárias para subsidiar as etapas subsequentes e a futura estruturação do processo licitatório”, afirmou.
Segundo a Seinfra, a extensão do Metrô Linha 1 Trecho até o Beatriz, está em fase de estudos preliminares pela concessionária Metrô BH. Já o O BRT Anel Rodoviário, BRT na BR-040 Sul, BRT em Confins, BRT Sul, Metrô Linha 2 (Ibirité – Barreiro), Metrô Linha 2 (Santa Tereza – Calafate), Metrô Linha 3 (Lagoinha – Belvedere), Metrô Linha 3 (Lagoinha - Morro do Papagaio), VLT Anel Urbano, VLT Lagoinha LMG 806, VLT Lagoinha Ribeirão das Neves estão planejados dentro do Plano de Mobilidade da Região Metropolitana de Belo Horizonte (PlanMob - RMBH).
“O BRT Cristiano Machado, já existente, e o BRT Amazonas, em fase de estudos, estão sob gestão da Prefeitura de Belo Horizonte Quanto ao BRT BR 040 Norte, o estudo de Viabilidade está em análise pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), poder concedente da BR-040”, detalhou.
Já a Secretaria de Mobilidade Urbana de Belo Horizonte informou que as análises preliminares para a implantação de um sistema de BRT no Anel Rodoviário, elaboradas pelo BNDES em parceria com o Ministério das Cidades, ainda carecem de detalhamento. "Essa etapa é essencial para definir, com segurança, a viabilidade técnica e financeira do projeto, bem como a conveniência de sua execução após a conclusão das obras viárias prioritárias", avaliou.
No Novo Anel, segundo a PBH, a prioridade é eliminar os gargalos que hoje limitam o fluxo do tráfego. As ações previstas incluem a correção de estreitamentos de pista nos viadutos, a conclusão das vias marginais e a readequação das alças de acesso. A viabilização de todas essas intervenções, entretanto, depende da realização de estudos aprofundados, da elaboração de projetos executivos e da captação dos recursos financeiros necessários. "Cabe ressaltar que a primeira grande obra de mobilidade urbana no Novo Anel já está em andamento. As intervenções, realizadas na interseção do Anel com a Via Expressa, vão possibilitar mais segurança e fluidez no trânsito em um dos principais acessos da capital", informou.
Em relação à avenida Dom Pedro II, a PBH esclareceu que a via já conta com faixas exclusivas para a circulação de ônibus em toda a sua extensão. O Plano Diretor de Belo Horizonte (Lei nº 11.181/2019) prevê, em seu anexo X, a possibilidade de implantação de uma rede estruturante de média capacidade no corredor, por meio de BRT ou outra tecnologia. Novos projetos para a via ainda estão em estudo.
Já o BRT Amazonas, de acordo com o Executivo, prevê a implantação de um corredor de transporte rápido por ônibus ao longo da avenida, um dos mais importantes eixos viários da cidade, atendendo ao vetor Oeste da Capital (regiões Central, Oeste e Barreiro) e à região metropolitana, tendo como eixo estruturante a avenida Amazonas. O investimento previsto é de US$ 100 milhões, sendo US$ 80 milhões relativos ao financiamento junto ao Banco Mundial (BIRD) e US$ 20 milhões do município de Belo Horizonte.
"Atualmente, encontra-se em execução o contrato de elaboração de estudos e projetos de mobilidade para implantação do BRT Amazonas. Dentro deste contrato, está em fase de análise das propostas recebidas a seleção de empresa especializada na elaboração de estudos e projetos de engenharia, para posterior execução de obra para implantação do terminal de integração para o BRT Amazonas e sistema viário do entorno, em conjunção com a Linha 2 do metrô", explicou.
Implantação do VLT Linha 4: Eldorado - Betim
Proposta: implantação da Linha 4 conecta os municípios de Betim e Contagem e, pela conexão com a Linha 1, proporciona a ligação com a região Central e o Norte de Belo Horizonte. O trajeto utilizará a infraestrutura ferroviária existente, ligando o ramal de Eldorado ao centro de Betim, com previsão de integração com a Linha 1 na Estação Eldorado (PlanMob-BH, 2017; PlanMob-RMBH, 2023).
Extensão: 22,80 Km
Demanda diária estimada em 2054: 94.195 embarques
Investimentos em infraestrutura: R$ 2.174 milhões
Investimentos em frota: R$ 702 milhões
Extensão do BRT Cristiano Machado
Proposta: o objetivo é ampliar o atual Sistema conectando as estações São Gabriel e Vilarinho, passando pela avenida Risoleta Neves e pela Via 540. A proposta é respaldada por diversos planos de mobilidade, incluindo o PlanMob-BH (2017), o PlanMob-RMBH (2023) e o PDUI-RMBH (2024), além de estar inserida na Carteira de Projetos RMBH - SEINFRA (2024). A extensão planejada não apenas melhorará a eficiência do sistema de transporte, mas também ampliará a cobertura de áreas atendidas pelo BRT, beneficiando um número maior de usuários e proporcionando mais agilidade nos deslocamentos urbanos.
Extensão: 7,10 Km
Demanda diária estimada em 2054: 81.910 embarques
Investimentos em infraestrutura: R$ 310 milhões
Investimentos em frota: R$ 139 milhões
Extensão do Metrô Linha 1 Trecho Beatriz
Proposta: a extensão da Linha 1 segue em direção ao Vetor Oeste, onde se encontram os municípios mais populosos da Região Metropolitana, após a capital. O projeto, conforme a Carteira de Projetos RMBH da SEINFRA (2024), prevê a expansão da Linha 1, a partir do Trecho Novo Eldorado, com a implantação de uma nova estação, denominada Estação Beatriz, no município de Contagem.
Extensão: 3,60 Km
Demanda diária estimada em 2054: 34.933 embarques
Investimentos em infraestrutura: R$ 1.225 milhões
Investimentos em frota: R$ 185 milhões
Implantação do BRT Amazonas
Proposta: o primeiro BRT a ser citado, conforme descrito no PlanMob-BH (2017), PlanMob-RMBH (2023), PDUI-RMBH (2024) e na Carteira de Projetos RMBH - SEINFRA (2024), é o Corredor Amazonas, que será uma ligação entre a região oeste e a região central de Belo Horizonte, através da Avenida Amazonas.
Extensão: 9,40 Km
Demanda diária estimada em 2054: 279.289 embarques
Investimentos em infraestrutura: R$ 411 milhões
Investimentos em frota: R$ 300 milhões
Implantação do BRT Anel Rodoviário
Proposta: a implantação do anel rodoviário é um projeto que liga a região Nordeste e a região Sul de Belo Horizonte, como o nome sugere seguindo o trajeto do Anel Rodoviário (PlanMob-BH, 2017, PlanMob-RMBH, 2023, PDUI-RMBH, 2024; Carteira de Projetos RMBH – SEINFRA, 2024).
Extensão: 21,50 Km
Demanda diária estimada em 2054: 167.685 embarques
Investimentos em infraestrutura: R$ 940 milhões
Investimentos em frota: R$ 263 milhões
Implantação do BRT BR 040 Norte: Ribeirão das Neves - Ressaca
Proposta: o projeto de implantação do corredor tem como objetivo estruturar um corredor de transporte ao longo da BR-040, conectando os municípios de Contagem e Ribeirão das Neves. Esse corredor visa melhorar a mobilidade entre essas importantes regiões da Grande Belo Horizonte. O projeto faz parte da Carteira de Projetos RMBH - SEINFRA (2024).
Extensão: 10,60 Km
Demanda diária estimada em 2054: 61.383 embarques
Investimentos em infraestrutura: R$ 463 milhões
Investimentos em frota: R$ 157 milhões
Implantação do BRT BR 040 Sul
Proposta: a implantação do corredor visa conectar o BH Shopping, localizado na região sul de Belo Horizonte, ao bairro Jardim Canadá, em Nova Lima, utilizando a BR-040 no sentido sul. Este projeto faz parte do planejamento de desenvolvimento urbano da Região Metropolitana de Belo Horizonte (PDUI-RMBH, 2024) e está incluído na Carteira de Projetos da RMBH - SEINFRA (2024).
Extensão: 11,40 Km
Demanda diária estimada em 2054: 24.948 embarques
Investimentos em infraestrutura: R$ 354 milhões
Investimentos em frota: R$ 74 milhões
Implantação do BRT Confins - Vilarinho
Proposta: o projeto BRT em Confins conecta a estação Vilarinho, na região Norte de Belo Horizonte e o Aeroporto Internacional de Confins pelo eixo da MG-010 e MG-424 (Carteira de Projetos RMBH – SEINFRA, 2024).
Extensão: 14 Km
Demanda diária estimada em 2054: 132.670 embarques
Investimentos em infraestrutura: R$ 612 milhões
Investimentos em frota: R$ 398 milhões
Implantação do BRT Sul: Belvedere - Nova Lima
Proposta: a implantação do BRT será uma ligação entre a região Sul de Belo Horizonte, no bairro Belvedere e Nova Lima, através de uma nova via denominada Via Estruturante Sul (PlanMob-RMBH, 2023; Carteira de Projetos RMBH – SEINFRA, 2024).
Extensão: 32,60 Km
Demanda diária estimada em 2054: 16.075 embarques
Investimentos em infraestrutura: R$ 1.012 milhões
Investimentos em frota: R$ 51 milhões
Implantação do Metrô Linha 2: Ibirité - Barreiro
Proposta: a implantação visa conectar a região Sudoeste da Região Metropolitana de Belo Horizonte, partindo do município de Ibirité e seguindo até a estação Barreiro por meio da Linha 2, promovendo uma ligação estratégica entre as duas regiões (PlanMob-RMBH, 2023). Este projeto aproveita um leito ferroviário existente.
Extensão: 11,50 Km
Demanda diária estimada em 2054: 42.787 embarques
Investimentos em infraestrutura: R$ 3.912 milhões
Investimentos em frota: R$ 278 milhões
Implantação do Metrô Linha 2: Santa Tereza - Calafate
Proposta: a implantação complementa o planejamento de mobilidade urbana da Região Metropolitana. Conforme apresentado no PlanMob-BH (2017), PlanMob-RMBH (2023), PDUI-RMBH (2024) e na Carteira de Projetos RMBH - SEINFRA (2024), o projeto prevê a construção de infraestrutura ferroviária na região central de Belo Horizonte, com a implantação de 5 novas estações ao longo do trajeto entre Santa Tereza e Calafate.
Extensão: 5,30 Km
Demanda diária estimada em 2054: 115.048 embarques
Investimentos em infraestrutura: R$ 3.988 milhões
Investimentos em frota: R$ 278 milhões
Implantação do Metrô Linha 3: Lagoinha - Belvedere
Proposta: o trecho que conectará a região Sul à rodoviária de Belo Horizonte, passando pela região Central da cidade. Esse trecho específico fará a ligação entre o bairro Lagoinha, na região Central, e o bairro do Belvedere, na região Sul, com a construção de infraestrutura ferroviária. Além disso, o projeto prevê a integração com a Linha 1 na Estação Lagoinha, conforme descrito nos estudos do PlanMob-BH (2017), PlanMob-RMBH (2023), PDUI-RMBH (2024) e na Carteira de Projetos RMBH - SEINFRA (2024).
Extensão: 11,20 Km
Projeto avaliado com outra solução tecnológica
Demanda diária estimada em 2054: 171.895 embarques
Investimentos em infraestrutura; R$ 8.457 milhões
Investimentos em frota: R$ 416 milhões
Implantação do Metrô Linha 3: Lagoinha - Morro do Papagaio
Proposta: o trecho conectará a região Sul à rodoviária de Belo Horizonte, passando pela região Central da cidade. Esse trecho específico fará a ligação entre o bairro Lagoinha, na região Central, e a região do Morro do Papagaio, na região Sul, com a construção de infraestrutura ferroviária. Além disso, o projeto prevê a integração com a Linha 1 na Estação Lagoinha, conforme descrito nos estudos do PlanMob-BH (2017), PlanMob-RMBH (2023), PDUI-RMBH (2024) e na Carteira de Projetos RMBH - SEINFRA (2024).
Extensão: 7 Km
Demanda diária estimada em 2054: 143.472 embarques
Investimentos em infraestrutura: R$ 5.297 milhões
Investimentos em frota: R$ 231 milhões
Implantação do Metrô Linha 3: Lagoinha - Savassi
Proposta: o trecho conectará a região Sul à rodoviária de Belo Horizonte, passando pela região Central da cidade. Esse trecho específico fará a ligação entre o bairro Lagoinha, na região Central, e o bairro Savassi, na região Sul, com a construção de infraestrutura ferroviária. Além disso, o projeto prevê a integração com a Linha 1 na Estação Lagoinha, conforme descrito nos estudos do PlanMob-BH (2017), PlanMob-RMBH (2023), PDUI-RMBH (2024) e na Carteira de Projetos RMBH - SEINFRA (2024).
Extensão: 4,10 Km
Demanda diária estimada em 2054; 121.527 embarques
Investimentos em infraestrutura: R$ 3.085 milhões
Investimentos em frota: R$ 139 milhões
Implantação do VLT Anel Urbano
Proposta: ligação entre Contagem e Santa Luzia, passando pela Cidade Administrativa de Minas Gerais e pelo bairro Venda Nova, na região Norte de Belo Horizonte (Carteira de Projetos RMBH – SEINFRA, 2024).
Extensão: 38,80 Km
Demanda diária estimada em 2054: 59.913 embarques
Infraestrutura: R$ 3.699 milhões
investimentos em frota: R$ 494 milhões
Implantação do VLT Lagoinha - LMG 806
Projeto: inicialmente pensado para ligar as regiões Oeste de Belo Horizonte, no bairro Padre Eustáquio, até Ribeirão das Neves. Porém, o traçado foi modificado no EMNU, saindo de Lagoinha pela avenida Dom Pedro II e avenida Tancredo Neves até uma nova ligação à LMG-806. (Carteira de Projetos RMBH – SEINFRA, 2024).
Extensão: 18,70 Km
Demanda diária estimada em 2054: 122.508 embarques
Investimentos em infraestrutura: R$ 1.779 milhões
Investimentos em frota: R$ 780 milhões
Implantação do VLT Lagoinha - Ribeirão das Neves
Proposta: inicialmente pensado para ligar as regiões Oeste de Belo Horizonte, no bairro Padre Eustáquio, até Ribeirão das Neves. Porém, o traçado foi modificado no EMNU, saindo de Lagoinha pela avenida Dom Pedro II e avenida Tancredo Neves até uma nova ligação à LMG-806, chegando até Ribeirão das Neves. (Carteira de Projetos RMBH – SEINFRA, 2024).
Extensão: 30,20 Km
Demanda diária estimada em 2054: 145.782 embarques
Investimentos em infraestrutura: R$ 2.875 milhões
Investimentos em frota: R$ 1.430 milhões