AGRESSÃO

Criança de 8 anos é vítima de violência doméstica no bairro Vila das Flores

Pai da menina foi preso por agredir a filha; mãe da criança também foi encaminhada à delegacia por ocultar a violência

Por Brunna da Matta Amorim

Publicado em 29 de julho de 2026 | 19:40

 
 
Criança foi encaminhada ao IML para a realização de corpo de delito, exame que vai coletar vestígios e provas materiais deixados pela agressão Criança foi encaminhada ao IML para a realização de corpo de delito, exame que vai coletar vestígios e provas materiais deixados pela agressão Foto: Carolina Miranda

Uma criança de 8 anos foi vítima de violência doméstica ao ser agredida pelo próprio pai. O caso aconteceu no último domingo (26/7), mas veio à tona nesta quarta-feira (29/7), quando a agressão foi descoberta por uma tia da vítima, que registrou boletim de ocorrência e denunciou os pais à Polícia Militar (PM).

Os responsáveis pela criança foram localizados em casa pela PM, no bairro Vila das Flores, em Betim. Os policiais conduziram o pai por agressão e a mãe por ocultação do crime. Os dois foram levados à Delegacia de Plantão da Polícia Civil (PC), mas devem ser liberados, já que a prisão não ocorreu em flagrante.

Em conversa com a reportagem do O TEMPO Betim, a tia paterna da criança relatou que a menina tem marcas de agressão por todo o corpo, como nos braços, nas pernas e nas costas, além de estar com o rosto bastante roxo devido à violência sofrida. Ela ainda conta que nunca havia ocorrido nenhum episódio semelhante envolvendo a criança.

Segundo a tia, o pai relatou que a criança teria teimado e, por isso, bateu nela com um fio. Ele ainda contou à irmã que a criança tentou fugir, mas derrubou uma televisão, o que fez as agressões continuarem.

Ainda de acordo com a tia, mãe da vítima também afirma que o pai bateu na filha com um fio e que "não teria sido nada demais". De acordo com relatos da família, porém, acredita-se que as agressões tenham incluído pauladas e socos.

Para a tia da criança, nada justifica a agressão, e os pais vão pagar pelo que fizeram. Ela acompanhou a menina no Instituto Médico Legal (IML) para a realização do corpo de delito, exame que vai coletar vestígios e provas materiais deixados pela agressão e resultar em laudo médico, que integrará o inquérito policial.

A tia ainda se comprometeu a acionar o Conselho Tutelar e afirma que vai tomar medidas para que a guarda da criança não fique nem com o pai, nem com a mãe. O delegado da Polícia Civil também pode emitir uma medida protetiva para a vítima durante o período de investigação, até a conclusão do inquérito.