PTB

Jovem de 18 anos, apontado como integrante do Comando Vermelho, morre após confronto com a PM

Foram apreendidos um revólver calibre .38 e duas pistolas, .380 e 9 mm, além de 250 pinos de cocaína, 39 buchas de maconha e 27 pedras de crack

Por Brunna da Matta Amorim

Publicado em 11 de agosto de 2026 | 11:33

 
 
Durante a tentativa de abordagem, jovem sacou arma da cintura e apontou para os agentes, momento em que um dos policiais efetuou um disparo em resposta à agressão Durante a tentativa de abordagem, jovem sacou arma da cintura e apontou para os agentes, momento em que um dos policiais efetuou um disparo em resposta à agressão Foto: Carolina Miranda

Um jovem de 18 anos, apontado pela Polícia Militar (PM) como integrante do Comando Vermelho (CV), morreu após ser baleado em confronto com os militares no bairro Cruzeiro, na região do PTB. O jovem tem passagens por homicídio, roubo, receptação, tráfico de drogas e agressão. Durante a operação, foram apreendidos um revólver calibre .38 e duas pistolas, .380 e 9 mm, todos com munição, além de 250 pinos de cocaína, 39 buchas de maconha e 27 pedras de crack, encontrados em uma mochila infantil.

A PM recebeu informações de que o jovem, apontado como integrante de organização criminosa, estaria armado e envolvido em crimes violentos na região de Betim. Uma das ocorrências seria um homicídio registrado em 19 de julho, do qual ele é apontado como autor.

Diante da denúncia, os policiais se deslocaram até a rua Heróis da Fé, no bairro Cruzeiro, onde o jovem estaria escondido. Ao chegar à residência, os militares encontraram o portão aberto, e um dos agentes avistou o jovem com uma arma de fogo na cintura.

Ao perceber a presença dos policiais, o jovem tentou fugir a pé, mas foi perseguido pelos militares. Durante a tentativa de abordagem, ele sacou a arma da cintura e apontou para os agentes, momento em que um dos policiais efetuou um disparo em resposta à agressão. O jovem foi atingido e socorrido com vida para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Teresópolis, onde foi atendido, mas não resistiu e morreu.

Na residência, foram encontradas duas mulheres. Uma delas relatou que o jovem havia sido levado ao local pela irmã, que teria pedido para se esconder na casa. Ela informou ainda que, ao chegar, o rapaz estava com algumas sacolas e pediu que não mexessem em seus pertences, além de dizer que tinha o hábito de andar armado nos locais que frequentava, por razões de defesa pessoal.

A irmã confirmou a versão e disse conhecer o jovem havia 8 meses. Segundo ela, ele afirmou estar em guerra com concorrentes do tráfico de drogas, que precisaria de dois dias escondido e que permaneceria armado para se defender.

As duas mulheres relataram ainda que perceberam a movimentação policial e viram quando o jovem, ao desobedecer à ordem dos militares, saiu correndo e foi perseguido. Elas afirmaram não ter presenciado o momento da abordagem, apenas ouviram os disparos.

A perícia da Polícia Civil esteve no local. A Rondas Ostensivas com Cães (Rocca) também realizou uma varredura no local com os animais, mas nenhuma droga adicional foi localizada.