VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

Mulher de 53 anos é agredida pelo filho, de 32, por 40 minutos no bairro Brasileia

Vítima relata ter sofrido com chutes, gritos e empurrões; homem foi detido pela Guarda Municipal

Por Brunna da Matta Amorim


Publicado em 13 de agosto de 2026 | 09:29
 
 
Autor foi detido e encaminhado à Delegacia de Plantão da Polícia Civil

Uma mulher de 53 anos foi agredida pelo próprio filho caçula, de 32, nesta quarta-feira (12/8), no bairro Brasileia. De acordo com a vítima, ela sofreu chutes, gritos e empurrões por cerca de 40 minutos.

A mãe conta que, durante as agressões, o filho falava coisas sem sentido enquanto a xingava com "todos os nomes", segundo relata a vítima. Ela ainda conta que chegou a perder os movimentos das duas mãos, enquanto o filho a segurava com apenas um braço.

Segundo a vítima, a discussão teria começado quando ela falou com o filho sobre uma vaga de emprego, o que o fez reagir de forma exaltada, xingando a mãe por aproximadamente dez minutos e ameaçando bater nela. Após a discussão, a mulher conta que pegou um pedaço de madeira no jardim da casa de sua mãe, de 87 anos, onde a briga acontecia e onde o filho reside com a avó, e o empurrou com o objeto, dizendo que ele nunca mais falasse que iria bater nela. Foi esse gesto que teria dado início às agressões por parte do filho.

A vítima relata que a discussão teve fim quando conseguiu reagir, segurando o filho pela camisa e revidando com um tapa no rosto, dizendo que ele deveria respeitá-la e arrumar um emprego. Em seguida, ela foi até a base da Guarda Municipal do bairro Brasileia e pediu ajuda para levar o filho ao Centro de Referência em Saúde Mental (Cersam) Betim Central, no bairro Filadélfia.

Na unidade, porém, os agentes perceberam marcas de agressão na vítima, como o pescoço avermelhado e lesões no braço e na cabeça, e a encaminharam para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Norte, onde recebeu atendimento e apoio. Também foi oferecida à mulher uma medida protetiva, que ela recusou. "Tudo o que eu quero é cuidar dele, para ele voltar ao que era antes, trabalhador, esforçado e inteligente", conta a mãe. Enquanto isso, os agentes de segurança localizaram o filho da vítima, que foi detido e encaminhado à Delegacia de Plantão da Polícia Civil.

A mãe conta que esse foi o primeiro episódio de agressão física do filho contra ela, mas que, durante um processo de guarda judicial da neta, de 9 anos, a Justiça já havia concedido a ela uma medida protetiva em razão de agressões verbais proferidas pelo homem ao longo do processo.

Segundo a vítima, ela faz tratamento semanal no Cersam por sofrer de depressão, que evoluiu para um quadro de transtorno mental misto, de personalidade e bipolar. Quanto ao filho, ela relata que já pediu ajuda aos familiares diante de episódios em que ele tirava todas as roupas do guarda-roupa e as jogava no chão, ou tirava o lençol da cama para deitar direto no colchão, mas não obteve apoio. "A família tem que procurar tratamento para ele, pois está com algum problema na memória. Eu tenho doença mental e não agrido ninguém. Pode estar com problema, mas pede ajuda. Nenhuma mãe deseja passar pelo que passei", conta a mulher.