SOLIDARIEDADE

Campanha busca arrecadar R$ 88 mil para custear tratamento do DJ Rodapé

Fundador do bloco Trem que Pula está acamado desde 2024, após sofrer AVC; ação pretende financiar quatro meses de reabilitação e garantir mais autonomia ao artista

Por Marcio Antunes

Publicado em 03 de agosto de 2026 | 16:37

 
 
Cláudio Henrique da Silva, o Rodapé, está acamado desde janeiro de 2024, quando sofreu um AVC hemorrágico Cláudio Henrique da Silva, o Rodapé, está acamado desde janeiro de 2024, quando sofreu um AVC hemorrágico Foto: Arquivo pessoal

Conhecido por marcar a história do Carnaval de Betim como fundador do tradicional bloco Trem que Pula, e também por sua atuação como DJ, o carnavalesco Cláudio Henrique da Silva, o Rodapé, enfrenta o maior desafio de sua vida. Acamado desde janeiro de 2024, quando sofreu um AVC hemorrágico, o artista ganhou uma campanha solidária que busca arrecadar R$ 88 mil para custear um tratamento intensivo de reabilitação durante quatro meses.

A mobilização foi organizada por familiares e amigos diante da impossibilidade de manter, apenas com recursos da família, o tratamento necessário para que ele possa recuperar parte dos movimentos e conquistar mais autonomia.

Segundo a irmã dele, Claudete Maciel, o valor solicitado contempla os custos do tratamento multidisciplinar, estimado em R$81.505,00, além de parte do transporte adaptado entre Betim e Belo Horizonte, necessário para que ele frequente a clínica três vezes por semana. "Pedimos R$ 88 mil porque ainda teremos o transporte três vezes por semana durante quatro meses. A diferença do valor será usada para custear metade desse deslocamento. O táxi adaptado cobra R$ 290 para levar e trazer meu irmão", explica Claudete.

Mais de dois anos de luta

Rodapé sofreu o AVC no dia 3 de janeiro de 2024, quando morava em Sete Lagoas, onde havia inaugurado uma loja poucos meses antes. O quadro foi considerado gravíssimo. Ele permaneceu mais de dois meses internado na UTI de um hospital particular e, posteriormente, precisou ser transferido para um hospital público para dar início ao tratamento de hemodiálise.

Ao todo, foram quase quatro meses de internação. Depois da alta, ele retornou para Betim, onde segue em tratamento domiciliar. Durante esse período, a família enfrentou outra perda. O irmão que havia assumido a curatela de Rodapé morreu em junho de 2025, vítima de uma pneumonia. Atualmente, o marido de Claudete é o responsável legal pelo artista.

Apesar das limitações físicas, Rodapé permanece consciente. Segundo a irmã, ele perdeu os movimentos e teve a fala bastante comprometida, mas compreende tudo o que acontece ao seu redor. "Ele gosta de viver, sempre foi muito ativo, gosta de música, de festa, de estar com as pessoas. Hoje ele vê tudo acontecendo, mas está preso a uma cama. Isso provoca muita tristeza. Ele desenvolveu depressão e também faz tratamento para ansiedade", relata.

Ela explica ainda que o irmão depende integralmente de terceiros para as atividades mais simples. "Ele não consegue virar sozinho na cama, não consegue sentar, ficar em pé ou andar. Para colocá-lo na cadeira de rodas são necessárias duas pessoas."

Esperança em tratamento especializado

Depois de tentar, sem sucesso, atendimento no Hospital Sarah Kubitschek, referência nacional em reabilitação, Claudete passou a buscar alternativas. Segundo ela, o hospital negou o tratamento em duas avaliações por videochamada, alegando que o paciente realiza diálise e ainda não possui controle do tronco para permanecer sentado.

Foi então que a família encontrou uma clínica especializada em reabilitação neurofuncional, em Belo Horizonte, que apresentou um plano intensivo de quatro meses envolvendo fisioterapia neurofuncional, terapia ocupacional, fonoaudiología, fisioterapia pélvica, neurología, psicoterapia e acompanhamento multiprofissional.

A expectativa é que a combinação das terapias estimule novas conexões cerebrais e possibilite avanços na recuperação dos movimentos, da fala e da independência funcional. “Qualquer evolução já representa qualidade de vida para ele. Nossa esperança é que consiga recuperar o controle do tronco, sentar, melhorar a fala e depender menos de outras pessoas", afirma Claudete.

Para ajudar, a família pede que as doações sejam feitas por meio da vaquinha online ou diretamente pela chave pix, por e-mail: 6181543@vakinha.com.br