
Foi sepultado no Cemitério Parque Jardim da Cachoeira, em Betim, nessa quinta-feira (17/9), o corpo de Jean Charles dos Santos, de 28 anos, vítima de um acidente de trânsito na BR-040, em Ribeirão das Neves, na região metropolitana, na última terça (15/9). O jovem era morador do bairro Jardim Brasília.
A despedida foi marcada por um cortejo que acompanhou o translado do corpo. Familiares e amigos seguiram em dezenas de carros e motos enfeitados com balões brancos para prestar uma última homenagem a Jean.
Segundo um irmão dele, o construtor Arnaldo dos Santos, o jovem voltava do trabalho, em Fortuna de Minas, na região Central, quando uma carreta invadiu a contramão e colidiu com o carro em que ele seguia acompanhado de outro irmão, Iran, que ficou gravemente ferido. "O Jean era meu irmão por parte de mãe, e o Iran era irmão dele por parte de pai. O que ficamos sabendo é que o Iran apresentou uma melhora. Parece que ele sofreu fraturas nas pernas, nos braços, na bacia e na clavícula, além de perfurações no pulmão e suspeita de hemorragia", conta Arnaldo.
Ainda de acordo com o irmão da vítima, no caso de Jean, o impacto da carreta foi mais intenso, e ele morreu na hora. "A parte mecânica do cavalo passou por cima dele, e a carreta ficou em cima", detalha. A família, agora, cobra justiça e exige que o condutor do veículo de carga seja responsabilizado. "Não queremos nada financeiro. Pedimos ajuda para que as pessoas não deixem meu irmão virar apenas mais uma estatística. Ele deixou dois filhos, morava com a minha mãe e estava voltando do trabalho. Não estava vagabundando. Era trabalhador. Pelo cortejo vocês podem ver o quanto nossa família é querida na região em que moramos", afirma Arnaldo.
O irmão conta que tinha uma relação quase paterna com Jean, o que torna a perda dele ainda mais dolorosa. "Desde que nasceu, sempre moramos juntos. Nosso vínculo não era apenas de irmãos, era de pai para filho. É muito duro isso: a pessoa nasce, a gente vai visitar no hospital, carrega no colo e ensina o caminho certo para ela andar. Aí, toca o telefone e alguém pede para irmos até o local de um acidente. Lá, entendemos que a pessoa que a gente viu crescer perdeu a vida", lamenta Arnaldo.