Peixes foram encontrados mortos em um lago localizado depois do ponto onde o óleo teria atingido a água
Foto: Brandon Santos
Peixes foram encontrados mortos em um lago localizado depois do ponto onde o óleo teria atingido a água
Foto: Brandon Santos
Um vazamento de um líquido com aparência de óleo está sendo investigado após atingir o solo e chegar a um curso d’água em um imóvel na rua Rio de Janeiro, no bairro Imbiruçu, em Betim. Durante a fiscalização, policiais de meio ambiente encontraram peixes mortos em um lago localizado depois do ponto onde o material teria atingido a água.
Conforme a ocorrência, registrada nesse domingo (20/9), a Polícia Militar de Meio Ambiente foi chamada para verificar uma denúncia de possível contaminação. No local, os militares encontraram o líquido oleoso espalhado pelo solo e chegando a um curso d’água. Uma equipe da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) também estava no local no momento da chegada dos policiais.
A fiscalização também chegou a uma empresa produtora de peças automotivas que fica localizada logo acima do ponto em que teria ocorrido a contaminação. No local, os agentes encontraram um vazamento vindo de uma tubulação parcialmente escondida.
Segundo consta no boletim de ocorrência, o líquido era levado para uma estrutura usada para escoar a água da chuva e tinha características semelhantes ao material encontrado no solo e na água. O responsável pela empresa mostrou aos policiais a Estação de Tratamento de Efluente Industrial em funcionamento na fábrica e declarou aos militares que o empreendimento utiliza água de poço artesiano.
A Polícia Civil foi acionada para investigar se houve crime ambiental. Peritos estiveram no local e recolheram peixes mortos e cinco amostras de água, retiradas de diferentes pontos. As amostras coletadas serão enviadas para avaliação.
Já o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Paraopeba (CBH Paraopeba), que também acompanha a denúncia, cobrou rigor na responsabilização de eventuais causadores da possível contaminação, bem como a adoção imediata de medidas para mitigar e recuperar o ambiente possivelmente afetado. "O lançamento irregular de efluentes e a contaminação dos corpos d'água ameaçam a biodiversidade, a qualidade da água e a segurança hídrica de toda a região do Paraopeba", informou em nota.