Delegado alegou que a namorada tirou a própria vida durante briga
Foto: Reprodução / Facebook
Delegado alegou que a namorada tirou a própria vida durante briga
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O governo de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Estado de Educação (SEE), determinou a abertura de processo administrativo para apurar “possível irregularidade na apresentação dos documentos exigidos” para a posse de Geraldo do Amaral Toledo Neto, ex-delegado que atuou em Betim e foi condenado por matar a ex-namorada de 17 anos à época do crime.
Ele recebeu o alvará de soltura definitivo no dia 12 de setembro. O ex-delegado atua como professor na rede pública estadual desde 2021, o que foi publicado por O TEMPO nessa terça-feira (22/9). A reportagem e os questionamentos feitos à secretaria motivaram a abertura da investigação.
Em nota enviada à reportagem, a SEE informou, ainda, que determinou o afastamento do professor enquanto o caso é apurado. Geraldo do Amaral Toledo Neto dava aula de História.
Ainda conforme a SEE, o ex-delegado foi nomeado professor da Educação Básica em 11 de julho de 2024, tomou posse em 5 de setembro e iniciou o exercício em 10 de setembro do mesmo ano, na Escola Estadual Mendes de Oliveira, em Congonhal, após aprovação em concurso público. Contudo, a pasta alegou que a aprovação no concurso não dispensa a verificação dos documentos exigidos para a posse.
“O servidor não comparece à escola desde 18 de agosto de 2026. A Secretaria de Estado de Educação apura sua situação funcional nesse período. A apuração abrangerá também os contratos temporários anteriores e as condições em que ocorreu sua atuação docente durante o cumprimento da pena. A SEE/MG informará os resultados das verificações e adotará as medidas administrativas cabíveis, caso sejam identificadas irregularidades”, comunicou a pasta.
Antes de ser aprovado em concurso público em 2024, Geraldo Neto deu aula em outras três escolas públicas do estado, sendo uma em Belo Horizonte e outras duas no Sul de Minas. Nessas instituições, ele foi contratado de forma temporária. As aulas eram lecionadas enquanto ele ainda cumpria pena pela morte da ex-namorada.
O ex-delegado foi condenado em 2015 por matar a namorada Amanda Linhares dos Santos, de 17 anos. A sentença foi proferida pela juíza Lúcia de Fátima Magalhães Albuquerque Silva após três dias de julgamento em Ouro Preto, região Central de Minas.
O crime aconteceu em abril de 2013. Amanda Linhares dos Santos, com quem o réu mantinha um relacionamento amoroso, foi morta com um tiro na cabeça durante uma briga entre o casal, que ocorreu na estrada que liga Ouro Preto ao distrito de Lavras Novas.
Na época, Toledo alegou que a ex-namorada havia tentado se matar, mas as provas periciais derrubaram essa hipótese, uma vez que não foram encontrados vestígios de pólvora nas mãos da adolescente. A jovem morreu 50 dias depois em um hospital de Belo Horizonte.
Conforme informações da Polícia Civil, Amanda já havia registrado um boletim de ocorrência em março de 2013 contra o suspeito por agressão.