Criminosos foram localizados em Praia Grande, no litoral paulista, de onde delegavam funções aos faccionados em Minas
Foto: Divulgação/PCMG
Criminosos foram localizados em Praia Grande, no litoral paulista, de onde delegavam funções aos faccionados em Minas
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A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) prendeu, nesta quinta-feira (24/9), dois homens apontados como líderes de uma facção criminosa em Betim, associada ao Comando Vermelho (CV). A ação ocorreu como desdobramento da operação Red Card, que cumpriu, ao todo, 12 mandados de prisão e 33 de busca e apreensão em cidades de Minas, Espírito Santo e São Paulo.
Segundo o delegado Marcus Vinícius Lobo Leite Vieira, chefe da Divisão do Departamento Estadual de Operações Especiais (Deoesp), os criminosos foram localizados em Praia Grande, no litoral paulista. Além das prisões e buscas, a Justiça determinou o sequestro de R$ 44 milhões, identificados pela investigação em uma estrutura utilizada para lavar dinheiro proveniente do narcotráfico.
De acordo com o delegado, mesmo estando em outro estado, os homens eram responsáveis por transmitir ordens aos demais integrantes do grupo instalado em Betim. "Os dois criminosos mantinham uma vida totalmente incompatível com qualquer tipo de pessoa que mantenha um trabalho lícito, porque viviam em duas coberturas de luxo, utilizavam veículos de alto valor e não mantinham atividade laboral lícita", apontou Vieira.
A PCMG apura crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico, constituição de organização criminosa e lavagem de capitais. Além do Deoesp, a operação mobilizou a Diretoria de Inteligência Policial (DIP), da Superintendência de Informações e Inteligência Policial (SIIP).
De acordo com a Polícia Civil, a investigação começou em maio de 2025. Só em Minas Gerais, a operação desta quinta-feira alcançou sete municípios: Betim, Belo Horizonte, Contagem, Mário Campos, Muriaé, São Joaquim de Bicas e São José da Manteninha. Também houve diligências em Praia Grande (SP) e Vitória (ES).
Durante as diligências, a principal apreensão foi de celulares. Os materiais serão periciados para buscar novas informações sobre a estrutura e o funcionamento da organização criminosa. "Os próximos passos são analisar os aparelhos celulares e demais materiais apreendidos na operação de hoje", disse o delegado.
Ele também destacou a atuação da PCMG no combate à escalada do crime organizado em Minas Gerais. "A importância da operação é fazer frente a essa tentativa de invasão de organizações criminosas nacionais aqui no território mineiro", concluiu.