SOLIDARIEDADE

Filhas fazem campanha para trazerem de volta pra cidade pai doente, que mora na África

Divino Inácio Severino, de 64 anos, vive há 19 anos em Angola e está sem condições de trabalhar; família pede doações para custear viagem

Por Marcio Antunes

Publicado em 26 de setembro de 2026 | 13:20

 
 
Divino Inácio Severino, de 64 anos, vive há 19 anos em Angola, na província do Kwanza Sul, município da Quibala Divino Inácio Severino, de 64 anos, vive há 19 anos em Angola, na província do Kwanza Sul, município da Quibala Foto: Arquivo pessoal

As filhas de Divino Inácio Severino, de 64 anos, iniciaram uma campanha para arrecadar dinheiro e trazer o pai de volta ao Brasil. O homem vive há 19 anos em Angola, na província do Kwanza Sul, município da Quibala, e, segundo a família, está debilitado e sem condições de trabalhar. A intenção é que ele retorne ao país para buscar atendimento de saúde.

A família afirma que não consegue arcar com os custos da viagem e pede doações de qualquer valor. As contribuições podem ser feitas pela chave Pix 093.630.146-57, em nome de Simone Marçal Severino, da Caixa Econômica Federal.

Segundo Edna Marçal, de 42 anos, uma das três filhas de Divino que vivem no Brasil, o pai deixou o país há 19 anos para trabalhar em uma fazenda experimental. Ele teria sido levado para Angola por uma empresa brasileira, junto com outros trabalhadores, e permaneceu no país desde então.

Durante esse período, Divino construiu uma família em Angola e teve outros filhos. No entanto, há mais de cinco anos não consegue retornar ao Brasil para visitar as filhas que vivem aqui. O contato entre eles tem ocorrido principalmente por telefone e mensagens.

“Papai tem mais de cinco anos que a gente não vê. Ele está doente, muito doente, e a gente não sabe como ele está. A gente quer ver o pai da gente”, conta Edna.

Família quer retorno ao Brasil

De acordo com a filha, Divino enfrenta dificuldades financeiras e não consegue mais trabalhar. Ela relata que ele está com as pernas e os pés muito inchados e que já teve malária. A família também suspeita de outros problemas de saúde, mas não tem informações suficientes para confirmar um diagnóstico.

“Ele não está conseguindo sair porque está sem trabalhar, muito fraco, debilitado. A gente quer fazer essa vaquinha e ver se consegue trazer ele para cá, para fazer os tratamentos dele e se cuidar”, afirma Edna.

A família também pretende buscar informações sobre a possibilidade de aposentadoria de Divino no Brasil. Segundo Edna, o pai concordou com o retorno e pretende realizar o tratamento e resolver questões relacionadas à aposentadoria.

A ideia, conforme a filha, não é necessariamente romper os vínculos construídos por Divino em Angola. Caso se recupere e tenha condições, ele poderá retornar ao país onde viveu por quase duas décadas e onde também formou uma família.

Doações

As filhas Edna, Simone e Ariane Marçal Severino estão divulgando a campanha pelas redes sociais e também podem ser contatadas pelos perfis pessoais para informações sobre a mobilização.

A família reforça que qualquer valor pode ajudar nos custos para trazer Divino ao Brasil.

Chave Pix: 093.630.146-57
Titular: Simone Marçal Severino
Banco: Caixa Econômica Federal