POLUIÇÃO SONORA

Moradores do Presidente Kennedy, na região do PTB, reclamam do barulho de motos durante a madrugada

Motociclistas se reúnem em um distrito industrial para o chamado 'Derrete do PTB', o que tem causado diversos transtornos

Por Marcio Antunes

Publicado em 03 de setembro de 2026 | 19:10

 
 
Encontros acontecem em vias perto de distrito industrial, que já denunciou situação à Polícia Militar Encontros acontecem em vias perto de distrito industrial, que já denunciou situação à Polícia Militar Foto: Reprodução de redes sociais

Moradores do bairro Presidente Kennedy, na região do PTB, em Betim, reclamam do barulho provocado por motociclistas que se reúnem em um distrito industrial vizinho para o chamado “Derrete do PTB”. Segundo os relatos, os encontros são frequentes e podem se estender pela madrugada.

O operador de empilhadeira Frederico Saraiva Leandro afirma que o barulho começa por volta das 21h e, em alguns dias, segue até às 3h ou 4h. “Chega a noite, você vai descansar, aí começa uma barulheira de motoqueiros, fazendo uma arruaça danada, empinando motos, muito barulho. É uma coisa absurda, que não tem comparação. Não dá para descansar dessa forma”, reclama.

O comerciante Alexandre Correia também diz sofrer com o barulho. Como trabalha até tarde, ele conta que encontra dificuldades para descansar ao chegar em casa. “Chegou 1h, meia-noite em casa, depende do horário. E na hora do descanso, chega aqui um barulho muito alto, porque parece que o pessoal está fazendo competição de corrida de moto aqui atrás”, afirma.

Correia diz que os encontros têm ocorrido “quase todo dia” e espera que as autoridades encontrem uma solução. “Eu espero que tenha êxito, né? Porque até para a comunidade aqui vai ser muito bom”, diz.

A administração do distrito industrial informou à reportagem que está ciente do problema e já acionou a Polícia Militar para denunciar os episódios. Segundo a empresa, além da poluição sonora, os motociclistas têm causado danos a meios-fios, ao paisagismo e a outros espaços do distrito.

A administração também informou que as vias passaram a ser públicas desde o ano passado e, por isso, não pode impedir a livre circulação no local.

A PMMG foi procurada para informar quais medidas podem ser adotadas para evitar a continuidade dos transtornos, mas não havia respondido até o fechamento desta edição.