Evento de 25 e 30 de novembro reúne mais de 30 produções entre longas e curtas-metragens de ficção, animação e documentário
Foto: IT FILMES/ DIVULGAÇÃO
Evento de 25 e 30 de novembro reúne mais de 30 produções entre longas e curtas-metragens de ficção, animação e documentário
Foto: IT FILMES/ DIVULGAÇÃO
A 2ª Mostra de Cinema de Betim divulgou a lista oficial dos filmes selecionados para a edição de 2025. Com curadoria 100% feminina, o evento de 25 e 30 de novembro reúne mais de 30 produções entre longas e curtas-metragens de ficção, animação e documentário, vindos de várias regiões do país. As exibições acontecem em uma das salas de cinema do Monte Carmo Shopping. Toda a programação é gratuita.
A abertura, no dia 25, com o seminário “Betim Indústria Criativa - Desafios e Caminhos Possíveis”, a partir das 17h, com show da cantora Jeanne Louise e banda. Já no dia 26, às 14h, terá o lançamento do curta de animação, criado a partir da Oficina da Mostra, com classificação livre. Já às 19 horas, a programação seguirá com as duas sessões especiais em homenagem aos cantores Lô Borges e Milton Nascimento, com exibições dos longas “Nada Será Como Antes”, de Ana Rieper, e “Milton Bituca Nascimento”, de Flávia Moraes.
Outro destaque é o filme “Otelo, o Grande”, de Lucas H. Rossi, que integra a “Sessão Especial: Igualdade Racial”, em parceria com o projeto Novembro Negro, promovido pela Superintendência de Igualdade Racial da prefeitura.
Entre os títulos inéditos, há os filmes “Morte e Vida Madalena”, de Guto Parente; “Um Dia Antes de Todos os Outros”, de Valentina Homem e Fernanda Bond; além de obras premiadas e celebradas, como o cotado ao Oscar “O Agente Secreto”, de Kleber Mendonça, vencedor do Urso de Prata em Berlim, e “O Último Azul”, de Gabriel Mascaro. Também estão na programação “Kasa Branca”, de Luciano Vidigal, “Manas”, de Marianna Brennand, e sucessos infantis como “Chico Bento e a Goiabeira Maraviósa”, em homenagem a Maurício de Sousa, e “O Menino e o Mundo”, de Alê Abreu.
A programação também dá espaço para o audiovisual local, com produções betinenses, como os curtas “Celso Moretti - Favela Negra”, de Sebastián Gómez, e os lançamentos de “Solitude”, de Miguel dos Anjos e Elizabete Martins Campos, o premiado “Mãe D’ouro”, de Maick Hannder, o documentário “Histórias que o Povo Conta: O Samba em Betim”, de Roberto Vinícius e Rafael Aquino, e o curta de ficção “Fia”, da cineasta Pris Garcia.
Para Leliane de Castro, uma das curadoras da edição, o caráter feminino da organização é um diferencial importante. “A Mostra é a materialização do fazer feminino. Desde a equipe até as produções escolhidas, há uma representatividade que reflete a diversidade e a ousadia do cinema contemporâneo”, conclui.
Para Vittorio Medioli, fundador do Grupo SADA, patrocinadora da mostra, a iniciativa é pioneira e vem ao encontro da vocação que a cidade tem. “É um evento gratuito, aberto à população e serve de estímulo para quem tem vocação e interesse e queira participar desse mundo fantástico que é o mundo do cinema”, afirma Medioli.
No dia 25 de novembro, a programação começa às 17h com o seminário “Betim Indústria Criativa - Desafios e Caminhos Possíveis”, com a presença de artistas, autoridades e empresários do setor cultural. O encontro contará com palestra de Leonardo Edde, produtor e presidente da RioFilme, e vai discutir os rumos da indústria criativa no país.
Uma ação de intercâmbio socioeconômico e cultural também integra a agenda. Realizada em parceria com o Grupo Energisa, Instituto Energisa e a Instituição Ramacrisna, a ação promoverá um encontro entre colaboradores de ambas as entidades e a exibição de curtas produzidos no Polo Audiovisual da Zona da Mata Mineira.
Além das exibições e debates, a Mostra já está oferecendo dez oficinas audiovisuais gratuitas, com 200 vagas, abordando todas as etapas da cadeia criativa e produtiva do cinema. Segundo a também curadora Mariana Tavares, o evento tem se consolidado como plataforma de formação e difusão do audiovisual em Betim. “A Mostra não é só exibição, é um movimento de fortalecimento da cadeia criativa local”, afirma Lorena Ortiz, também curadora.
Elizabete Martins Campos, idealizadora do evento e fundadora da It Filmes, reforça que o objetivo é democratizar o acesso ao cinema brasileiro e formar novos públicos e profissionais. “Queremos garantir que mais pessoas tenham acesso ao cinema nacional, especialmente quem nunca foi a uma sala de cinema. É uma experiência de aprendizado, experimentação e troca”, destaca.