Bebete e Maria Alcina nos bastidores das filmagens do longa
Foto: Ciro Thielmann / Divulgação
Bebete e Maria Alcina nos bastidores das filmagens do longa
Foto: Ciro Thielmann / Divulgação
A cineasta Elizabete Martins Campos, também conhecida como Bebete, leva o nome de Betim para a Première Brasil do Festival do Rio com seu novo longa-metragem, “Alegria Brasil, estrelando Maria Alcina”. Dirigido, roteirizado e produzido pela artista, o documentário fará sua primeira exibição pública nacional na Mostra Retratos, com duas sessões programadas para os dias 8 e 9 de outubro, no Rio de Janeiro.
A primeira sessão será na quinta-feira (8), às 18h15, no Estação Claro Gávea 3, na Gávea. A segunda ocorrerá na sexta-feira (9), às 16h, no Cine Santa Teresa, em Santa Teresa. Bebete e Maria Alcina estarão presentes nas sessões para apresentar o filme ao público.
A exibição no Festival do Rio marca a première nacional da obra, etapa que antecede o lançamento comercial. Segundo a cineasta, o longa está sendo preparado para chegar ao circuito de salas de cinema em 2027. “É uma consolidação nossa, dessa segunda obra sendo mostrada pela primeira vez nesse grande festival. O festival é uma vitrine muito importante, onde há críticas especializadas e amantes do cinema”, afirma Bebete.
Produzido pela IT Filmes, produtora audiovisual idealizada por Bebete e localizada na região do Imbiruçu, em Betim, “Alegria Brasil, estrelando Maria Alcina” estabelece uma conexão entre duas cidades mineiras que fazem parte da trajetória das duas mulheres que conduzem a obra: Betim, de Bebete, e Cataguases, terra natal de Maria Alcina.
O filme acompanha a trajetória da cantora a partir de uma narrativa que mistura memória, música e momentos da história brasileira. Maria Alcina nasceu na Vila Minalda, em Cataguases, e construiu uma carreira marcada pela passagem por diferentes espaços, do circo aos grandes palcos, incluindo uma temporada em Nova York.
A relação com Cataguases também aproxima o filme da história do cinema brasileiro. A cidade ficou conhecida pela produção cinematográfica de Humberto Mauro, referência que aparece diretamente na obra. Maria Alcina cresceu em uma casa vizinha ao antigo Cine Aço Humberto Mauro, e o longa estabelece um diálogo com a produção do cineasta.
Com 90 minutos, “Alegria Brasil, estrelando Maria Alcina” é definido como um documentário de ensaio poético-musical. Na obra, Maria Alcina atravessa a própria trajetória em uma narrativa que mistura memórias pessoais e momentos marcantes da história do Brasil.
O longa parte da infância da cantora em Cataguases e percorre diferentes momentos de sua carreira, passando pelos carnavais, pela censura, pelos palcos e por experiências internacionais. A proposta é construir, por meio da música e da performance, um retrato da artista e uma reflexão sobre a alegria como forma de expressão e resistência.
O filme é realizado pela IT Filmes, com patrocínio da Energisa por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais (LEIC-MG), incentivo do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), BRDE e ANCINE, além de parcerias e apoios de instituições culturais e do poder público de Cataguases. A distribuição é da Circulabit – Tudo Mov.
Antes de “Alegria Brasil, estrelando Maria Alcina”, Bebete dirigiu “My Name Is Now, Elza Soares”, documentário que homenageia a cantora Elza Soares e teve participação na competição do Festival do Rio em 2014.
O filme foi reconhecido no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro de 2019, quando recebeu os prêmios de Melhor Longa-Metragem Documentário, escolhido pelo júri popular, e Melhor Trilha Sonora Original, pelo júri oficial.
Além da produção cinematográfica, Bebete mantém atuação na área cultural em Betim. Ela é criadora da Mostra de Cinema de Betim, que já realizou duas edições na cidade. A terceira edição está prevista para o primeiro semestre de 2027.
À frente da IT Filmes, produtora instalada em Betim, a cineasta também desenvolve projetos audiovisuais e culturais. Para Bebete, a presença de “Alegria Brasil” no Festival do Rio representa não apenas uma conquista individual, mas também a possibilidade de ampliar a visibilidade da produção audiovisual feita a partir de Minas Gerais.