CULTURA E TURISMO

André Bueno toma posse no Conselho Estadual do Patrimônio Cultural

Historiador e memorialista da Colônia Santa Isabel assumiu o posto durante cerimônia realizada no Palácio da Liberdade, em BH

Por Iêva Tatiana

Publicado em 23 de outubro de 2026 | 17:55

 
 
André Bueno foi empossado durante cerimônia realizada nessa quinta (22/10), em Belo Horizonte André Bueno foi empossado durante cerimônia realizada nessa quinta (22/10), em Belo Horizonte Foto: Fernando Fernandes/Divulgação

O historiador André Bueno, superintendente de Patrimônio Cultural de Betim, foi empossado no Conselho Estadual do Patrimônio Cultural de Minas Gerais (Conep/MG). A cerimônia ocorreu no Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte, nessa quinta-feira (22/10). Na ocasião, Bueno também foi relator do processo de registro das “Expressões do Samba em Minas Gerais”, aprovado por unanimidade pelo Conselho. 

Segundo o historiador, o momento representou uma oportunidade muito importante para ele, sobretudo por tê-lo incumbido da responsabilidade de reconhecer que o samba vive em Minas Gerais, e não apenas nos núcleos mais conhecidos, como Rio de Janeiro e São Paulo. "Em nosso estado, ele tem histórias próprias, ligadas às comunidades negras, aos bairros, aos quintais e aos espaços de encontro. Valorizar o samba mineiro é reconhecer essa trajetória e as pessoas que mantêm seus saberes e suas práticas vivos, passando esse legado de geração em geração", afirma o conselheiro. 

Criado na Colônia Santa Isabel, na região Citrolândia, Bueno ressalta que sua atuação como historiador e superintendente é construída no contato com as comunidades, na pesquisa e no trabalho de preservação das memórias locais. "Como morador e memorialista da Colônia Santa Isabel, também aprendi a importância de ouvir as pessoas e reconhecer o valor das histórias de cada território. Chego ao conselho com essa experiência e com vontade de contribuir para a proteção do patrimônio cultural de Minas Gerais. Quero ajudar a aproximar as políticas públicas das comunidades e fortalecer o reconhecimento das diferentes culturas que fazem parte do nosso estado", conclui o historiador.

Bueno adiantou que pretende contribuir diretamente a preservação dos lugares de memória ligados à hanseníase em Minas Gerais e o reconhecimento dos patrimônios culturais afro-brasileiros por meio de sua atuação no Conep/MG.