Programação inclui exposição de artes visuais, apresentações de break dance, slam de poesia, roda de conversa sobre cultura, além da participação de artistas da cidade
Foto: Coletivo Primeiro Mundo/Divulgação
Programação inclui exposição de artes visuais, apresentações de break dance, slam de poesia, roda de conversa sobre cultura, além da participação de artistas da cidade
Foto: Coletivo Primeiro Mundo/Divulgação
O coletivo cultural Primeiro Mundo realiza nesta quarta-feira (18) um encontro artístico em Betim, que reúne diferentes expressões da cultura urbana e periférica. A programação inclui exposição de artes visuais, apresentações de break dance, slam de poesia e uma roda de conversa sobre cultura, além da participação de artistas e representantes de movimentos culturais da cidade.
O encontro será na rua do Rosário, 767, bairro Angola, na praça São Cristóvão. A iniciativa também marca um ano de atuação do coletivo, formado por jovens artistas que se organizam para promover a valorização da cultura produzida nas periferias.
Durante o evento, o público poderá acompanhar apresentações de dança com a B-Girl Nany e os B-Boys Doguynha e Mikao, artistas independentes de Betim. Além das performances, haverá um momento aberto para quem estiver presente e quiser se expressar através da dança.
A programação inclui ainda slam e sarau de poesia, com participação livre de poetas que estiverem no local. O tema será aberto, permitindo que diferentes vozes e experiências sejam compartilhadas. Outro destaque da noite será uma exposição de artes visuais com oito quadros, assinados pelas artistas Sthefane Bernardo e Duda Toledo.
O encontro contará também com uma roda de conversa com representantes do Fórum Popular de Cultura de Betim (FOCU), com participação de Janaína Pereira e Vinicius Martins, discutindo os desafios e caminhos para o fortalecimento da cultura na cidade.
O coletivo Primeiro Mundo é formado por quatro integrantes e funciona de maneira independente, sem sede fixa, com encontros realizados a cada quinze dias. O grupo é composto por Thalisson Felipe Fernandes Ramos, idealizador, mestre de cerimônia e designer; Glayciene Pereira de Souza, idealizadora, mestre de cerimônia e responsável pelo marketing; Milene Gonçalves de Souza, idealizadora, artista visual e responsável pela área administrativa; e Victoria Matos, idealizadora, artista visual e também atuante na administração do coletivo.
Segundo os organizadores, o movimento nasceu da necessidade de criar espaços de expressão para artistas da periferia e fortalecer a identidade cultural local. “Nós acreditamos que nosso movimento é, acima de tudo, resistência. É expressão viva, é identidade, é história sendo contada por quem sempre foi silenciado. A cultura da periferia, assim como a de tantas minorias, ainda enfrenta preconceito, invisibilidade e desvalorização todos os dias”, afirma Glayciene Pereira de Souza, integrante do coletivo.
Ela destaca que a arte tem sido uma forma de enfrentar essas barreiras e transformar experiências em manifestação cultural. “O que a gente faz é resistir através da arte. É transformar dor em potência, vivência em cultura e luta em voz. Nosso objetivo é justamente combater esse preconceito, abrir espaços, fortalecer quem vem de onde a gente vem e mostrar que a nossa arte tem valor, tem força e merece respeito. Não é só um movimento, é um ato de existência”, conclui.
Além das atividades confirmadas, o coletivo também trabalha para incluir um pocket show musical, que ainda aguarda confirmação de artista convidado.