ACESSIBILIDADE

Fórum de Betim recebe exposição com recursos de acessibilidade e foco na memória cultural

Mostra “Construção da Memória”, de Claudete Leão, reúne obras com braille e audiodescrição até 29 de maio

Por Marcio Antunes

Publicado em 16 de abril de 2026 | 15:48

 
 
Com oito pinturas, a exposição propõe um olhar sobre o patrimônio histórico e cultural de cidades de Betim e Formiga Com oito pinturas, a exposição propõe um olhar sobre o patrimônio histórico e cultural de cidades de Betim e Formiga Foto: TJMG / Divulgação

O Fórum da Comarca de Betim recebe, até o dia 29 de maio, a exposição “Construção da Memória”, da artista plástica Claudete Leão. A mostra, aberta ao público de segunda a sexta-feira, das 12h às 18h, integra o Circuito Cultural promovido pelo Judiciário local.

Com oito pinturas, a exposição propõe um olhar sobre o patrimônio histórico e cultural de cidades de Betim e Formiga, abordando elementos como ruas, igrejas, estações ferroviárias, festas e tradições populares. As obras dialogam com a construção da memória coletiva e as transformações urbanas ao longo do tempo.

Um dos destaques da mostra é a proposta de acessibilidade. Todas as obras contam com identificação em braille e QR Codes com audiodescrição, permitindo que pessoas com deficiência visual tenham acesso ao conteúdo artístico.

Durante a abertura, a juíza Lorena Teixeira Vaz ressaltou o caráter inclusivo da iniciativa. “A produção evidencia um compromisso com a acessibilidade cultural, incorporando elementos que permitem a fruição artística também por pessoas cegas”, afirmou no portal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).

A proposta também foi destacada pelo advogado Marcel Medeiros, presidente da Comissão dos Direitos da Pessoa com Deficiência da OAB Betim, que apontou a importância de ampliar o acesso à arte para diferentes públicos.

Inspirada no pensamento do historiador Michel de Certeau, a exposição apresenta a cidade como um espaço vivido, em que a arquitetura ganha significado a partir das experiências humanas. Para a artista, a iniciativa contribui para fortalecer o diálogo entre cultura e cidadania. “A exposição convida todos a reconhecerem a preservação histórica como uma responsabilidade coletiva”, afirmou Claudete Leão também no portal do TJMG.

A abertura contou ainda com a presença de autoridades, servidores e membros da comunidade, além de apresentação musical com repertório de música popular brasileira.