
A Casa da Cultura Josephina Bento recebe, entre os dias 7 e 30 de abril, a exposição “Entre a Fúria e a Calmaria: O Mar da Existência”, da artista visual Rubik. A mostra reúne nove telas em óleo sobre tela que exploram o mar como metáfora da vida, transitando entre sensações de intensidade, equilíbrio, resistência e transformação. Além dessas, outras seis peças de temas variados feitos pela artista também estarão na mostra.
Natural de Belo Horizonte, Rubik, nascida em 2006, iniciou sua formação em pintura na Escola Carneiro de Artes Visuais e se formou em Design de Móveis pelo Senai/Cedetem. Sua produção artística tem como foco a natureza, especialmente o mar, e investiga conceitos como harmonia e equilíbrio por meio de diferentes planos, técnicas e variações de tonalidade.
Na exposição, obras como “Fúria do Infinito”, “Calmaria Lilás” e “Mirante das Marés” sintetizam o conceito central da mostra. Em cada tela, o oceano surge como elemento simbólico capaz de traduzir experiências humanas. Tons frios e pinceladas suaves remetem à serenidade, enquanto cores quentes e movimentos intensos evocam tensão e força. Já elementos como barcos e construções humanas aparecem como sinais de resistência e travessia diante das incertezas.
A proposta também dialoga com diferentes dimensões do mar: o natural, como fonte de vida; o humano, marcado pela exploração e conflitos; e o imaginário, ligado à liberdade, ao medo e à transcendência. Texturas que lembram areia e espuma reforçam sensações de perda, reconstrução e passagem do tempo, evidenciadas por auroras e crepúsculos presentes nas obras.
Com trabalhos produzidos entre 2024 e 2025, a artista já participou de eventos como a Casa Cor, no Espaço 356 BH, além de iniciativas voltadas à inclusão cultural em Betim, como “Os diversos olhares da inclusão” e o Shopping Inclusivo.
Aberta ao público em geral, a exposição tem entrada gratuita e todas as telas estão disponíveis para venda, oferecendo aos visitantes a oportunidade de levar para casa uma interpretação sensível e contemporânea sobre os movimentos da vida. “Agradeço a oportunidade de expor (na Casa da Cultura). Está sendo muito gratificante ver o meu trabalho sendo reconhecido e, aproveito, para convidar todo o público a visitar e conhecer a minha exposição", completou a artista.